O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 06/07/2020

Quando falamos de internet temos a impressão de estar entre iguais. A internet é democrática e oferece praticamente as mesmas oportunidades boas e ruins para quem está nela. Falamos da internet porque temos acesso a ela. Um acesso que ainda é privilégio.

Três em cada dez casas brasileiras não possuem internet. Segundo dados das Nações Unidas, em 2016, mais da metade das pessoas do mundo ainda eram privadas de uma vida conectada.

Uma pesquisa do IBGE, também no ano de 2016, indicou que entre os jovens de até 24 anos, o acesso à internet é de 85%. Esse e mais alguns dados sobre a conectividade dos brasileiros estavam nas instruções para a prova do ENEM de 2018. As instruções culminavam no pedido para escrever um texto dissertativo-argumentativo sobre a “manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet” apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Intervenção que respeite os direitos humanos.

Em segundo plano, é importante destacar o pensamento do filósofo iluminista John Locke, que propôs a teoria dos direitos naturais resguardando aos homens o direito a propriedade,a vida e a liberdade. Sob essa ótica, desenvolveram-se as Leis no mundo ocidental evidenciada na Declaração Universal dos Direitos Humanos(DUDH) que em seu décimo nono artigo estende o direito de liberdade a ´receber,procurar e transmitir informações´.Por tanto, em respeito a DUDH ,ponderadas as evoluções midiáticas que seguiram as ultimas décadas a atuação do Estado brasileiro quanto à democratização do acesso a internet fere não somente a CF1988 mas também a DUDH .

Achamos interessante essa proposta porque a primeira coisa que a gente pensa quando lê ou escuta a palavra intervenção é justamente “proibição, prisões, militarismo”.