O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 06/07/2020
Em 2020 com o surgimento do novo coronavírus, foi necessário estabelecer a quarentena a nível mundial. Com isso, questões que antes eram resolvidas pessoalmente passaram a ser desenvolvidas em home-office e ensino à distância (EaD). Diante desta situação, ficou explícito a amplitude da desigualdade social no Brasil, sendo que uma em cada quatro pessoas no país não tem acesso à internet, segundo a pesquisa do Pnad divulgada pelo IBGE. Para solucionar essa problemática, o Ministério da Educação (MEC) desenvolveu métodos para suprir a carência de uma parcela da população brasileira que não possui internet em suas residências.
Nota-se que a exclusão digital está presente na classe baixa, ou seja, as pessoas não possuem renda suficiente para contratar o serviço ou usufruir de uma boa qualidade. Hodiernamente, o assunto está sendo mais discutido diante dos fatos ocorridos em que se tornou necessário a utilização da internet. Em relação ao ensino à distância, principalmente, a rede pública obtêm mais obstáculos para oferecer uma boa educação para seus alunos durante o isolamento social.
Segundo o jornal A Gazeta Espírito Santo, cerca de 42 mil alunos capixabas não participam de aulas EaD disponibilizadas pelas escolas, tanto pública quanto privada. Além dos direitos de telecomunicação violados, há casos de alunos que não possuem acesso à internet de boa qualidade, ocasionando ausência contínua durantes as aulas online e prejudicando-os em seu ano letivo que passou a contabilizar em alguns Estados do Brasil somente no meio do ano por causa da pandemia da covid-19.
Conclui-se que, para investir em políticas de inclusão digital, é necessário que o Ministério da Ciência e da Tecnologia em parceria com empresas de redes de internet, instalem Wi-fi gratuito em locais sociais abertos como por exemplo, as praças, de lugares mais carentes, onde até então não possuía destes benefícios.