O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 04/07/2020
Advinda da revolução industrial, a tecnologia proporcionou a população maneiras rápidas e eficazes de acesso as informações, com a utilização das redes sociais. Com a pandemia gerada pelo novo Corona vírus, a internet foi um método eficaz de fazer com que a vida social e laboral da sociedade não parasse. Entretanto, o acesso a essa plataforma se torna limitada a uma parte menos privilegiada da população, pelo seu acesso não gratuito, fazendo, com que muitos se arrisquem saindo para as ruas para trabalhar, pela falta de disponibilidade em casa, ficando expostos ao vírus. Dessa forma, fica clara a desigualdade social na sociedade brasileira, e na ineficácia do poder público em combate-la.
Segundo Zygmunt Bauman, filósofo e sociólogo polonês, “Não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas.” A aristocracia na sociedade brasileira, ficou evidente durante a crise do novo Corona vírus, com um acesso a internet limitado foi possível notar que poucos tem muito e muito tem poucos. Em uma pesquisa feita pelo O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 46 milhões de pessoas não tem acesso a internet, principalmente nas áreas rurais, gerando o que parece ser uma exclusão social de direitos desses indivíduos, no que vai totalmente contra a constituição de 88, que diz em seu 3 artigo, " construir uma sociedade livre, justa e solidária." Assim fica a mercê do poder publico, politicas que garantam o total acesso desses indivíduos aos seus devidos direitos.
Ademais, é importante abordar que a quarentena gerada pela crise, fez com que muitos trabalhassem em casa, pelo método “Home office”, no que seria trabalhar em casa, desse modo a falta de acesso a internet, fez com que pessoas dependentes de seu emprego se arriscassem as ruas procurando formas de garantir a própria renda familiar, ameaçada pela indisponibilidade de acesso a rede, ficando assim expostos ao vírus. A indisponibilidade das plataformas digitais é resultado de uma enorme desigualdade social advinda de séculos aristocratas, que ainda permanecem enraizada na sociedade brasileira, ignorando em si o que diz a constituição de 1988, ainda em seu 3 artigo, “Erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais.” Dessa forma, é notável como a realidade vem se desviando do que é dito em lei.
Portanto, a exclusão e falta de acesso a internet a uma parte da população, traz a realidade social um retrocesso no que diz respeito aos direitos sociais escritos por lei. Assim, é necessário que o Ministério da Cidadania em parceria com outros órgãos públicos promovessem uma melhor distribuição do acesso a rede de forma que todos pudessem ter em mãos. Além, de promover campanhas solidários com o intuito de arrecadar aparelhos tecnológicos, que poderão ser enviados para pessoas que não tem acesso pela falta dos aparelhos, dessa forma tal entrave sera gradativamente erradicado.