O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 06/07/2020
A desigualdade é um problema que, mesmo com todos os avanços tecnológicos e sociais, ainda está muito presente na sociedade, sendo que alguns dos principais motivos dela ainda estar presente, são esses mesmos avanços. E embora a internet, uma das maiores invenções da humanidade, ter como objetivo que todos tenham acesso à informação e a comunicação presente nela, é evidente que, aqui no Brasil, o seu princípio não é cumprido -mesmo sendo o quarto país mais conectado do mundo-, desde operadoras que cobram preços altos por planos ruins, até locais que nem possuem operadoras.
Sabe-se que a globalização tem como intenção levar os avanços tecnológicos para todo o globo, e para que isso seja realizado, é necessário deixar de seguir muitos dos ideais capitalistas, todavia, no caso da acessibilidade à internet, alguns órgãos públicos e provedoras de internet não aceitam essa mudança, e a população é quem realmente sofre com isso. Consequências dessa negação são planos caros e serviços ruins impostos para pessoas que não tem condições financeiras para assinar algum plano melhor, sendo que a maioria das grandes provedoras cobram um preço alto por uma internet fixa, porém a mesma possui um teto limite de banda larga.
É possível observar que, em tempos de quarentena, a internet veio a ser o meio de comunicação mais forte, até mais do que antes, tanto para trabalhar, estudar ou lazer. Porém é explicito que grande parte das famílias brasileiras não conseguem realizar essas três atividades por não terem acesso à internet. A porcentagem da população brasileira que não tem internet em casa é praticamente de 30%, e grande parte desse número são de pessoas que não tem condições financeiras. Prova disso são os dados do Comitê Gestor da Internet no Brasil, que comprova que somente 15% dos jovens da classe C não tem acesso à internet, entretanto as classes D e E possuem praticamente 50% de jovens privados desse acesso.
Nota-se que para o artista Matuê, muitas leis não condizem com reais problemas, e as que condizem não são cumpridas. Então, é necessário a maior fiscalização das autoridades para que o maior número de leis seja seguida, com multas ou suspensão de suas ações, logo, cabe às provedoras de internet seguirem a lei n° 12.965, que diz que todos devem ter acesso a internet, causando a quebra do plano de “internet ilimitada com limite”, já citada anteriormente, e com o auxílio da Comissão de Assuntos Econômicos, aumentarem o número de provedoras, com planos mais acessíveis e que cumprem o propósito -para que aumente o número de clientes, consequentemente o lucro-, para que mais pessoas tenham acesso ao lazer, educação e ao trabalho nos meios digitais.