O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 01/07/2020
A Organização das Nações Unidas, ONU, declarou que o acesso à internet é um direito humano. No Brasil, entretanto, muitas pessoas ainda não têm esse direito assegurado, pois esse acesso não é democratizado. Esse impasse tem como uma de suas causas a desigualdade social, que consequentemente gera a ausência de acesso a serviços básicos.
Em primeiro lugar, mesmo a renda por pessoa do brasileiro, segundo o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, ser de aproximadamente R$ 1440, muitos indivíduos não utilizam a rede, por não terem renda para pagar por esse uso. De acordo com o relatório da PNUD, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Brasil é o sétimo país mais desigual do mundo. Assim, é notável que a desigualdade gerada pela concentração de renda, dificulta que algumas pessoas consigam usar a internet, visto que não possuem renda suficiente para tal.
Em consequência disso, o não alcance da internet ocasiona a falta de acesso aos serviços básicos. Com o mundo cada vez mais conectado pela rede, muitos serviços essenciais, com o Sistema Único de Saúde, SUS, que é um serviço de saúde pública e gratuita, utilizam a internet para marcar consultas médicas e realizar cadastros. Diante disso, é evidente que as pessoas, principalmente as que não podem pagar por atendimento particular, que não têm acesso à rede, são afetadas e acabam ficando, muitas das vezes, sem utilizar o serviço.
Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas para combater esse problema no país. Assim, o Governo Federal deve promover o acesso à internet para as pessoas que não o possuem, por meio de centro comunitários com acesso à rede. Esses centros abrigariam os computadores e teriam conexão com a rede. Dessa forma, buscando a democratização da internet e garantindo, a todos os cidadãos, seu pleno direito de acesso previsto pela ONU.