O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 04/07/2020

Sabe-se que a internet foi criada durante a Guerra Fria, pelos Estados Unidos. A Arpanet, como era chamada até então, tinha objetivo de possibilitar a interação de pessoas fisicamente distantes, e com o passar do tempo isso foi aprimorado dando início a era digital. Contudo, é sabido que grande parte da população não têm acesso a essa ferramenta. É notória a desigualdade social existente no país, o que acarreta em privilégios de uma pequena parcela em ter oportunidades de ensino, como o EAD (Educação a distância). Dessa forma, medidas para combater o cenário problemático são indispensáveis, como o investimento na tecnologia em escolas e locais públicos.

Em primeiro plano, deve-se analisar que devido a grande discrepância econômica, benefícios que essa modalidade de ensino deveria proporcionar aos alunos - principalmente de classe média e baixa - não são aproveitados. Reduzindo gastos com moradia, transporte e alimentação o EAD traz a flexibilidade de estudar em casa e montar a própria rotina de estudos. No entanto, essa não é a realidade do Brasil. Em uma sociedade capitalista os preços de aparelhos eletrônicos e assinatura de internet são elevados e não se adéquam a vida de famílias que recebem apenas um salário mínimo, que é destinado a pagar inúmeras coisas essenciais para a sobrevivência. Além disso, pessoas que possuem acesso a wifi também encontram dificuldades, devido a má qualidade da rede no país.

Em vista disso, é fundamental entender por quê o infortúnio é tão percursor de debates. De acordo com dados do MEC, das 3,3 milhões de matrículas no ensino superior, entre os anos de 2003 a 2013, um terço correspondia a cursos a distância, sendo a maioria na rede privada de ensino. Isso demonstra mais uma vez a falta de investimentos na rede pública e na dificuldade de jovens de classe baixa ingressarem em faculdades. Tal fato reflete na desqualificação profissional da maioria dos brasileiros, uma vez que, são impossibilitados de realizarem cursos superiores que desejam. Ademais, parafraseando o físico Albert Einstein, tornou-se aterradoramente claro que a tecnologia ultrapassou a humanidade, ou seja, a modernidade faz com que haja necessidade em incluir todos na esfera digital.

Portanto, cabe ao governo junto ao Ministério da Educação, investir no acesso a rede wifi pública e nos aparelhos eletrônicos para os alunos. Isso por meio da instalação de computadores nas escolas, disponíveis ao acesso com fins educativos, e implementação de redes wifi em praças, hospitais escolas e demais edifícios comunitários. Assim, os estudantes de classe baixa serão inclusos na era digital. Essas medidas podem abrir portas não só para jovens como também para adultos de realizarem cursos online para obter maior qualificação profissional. Afinal, com já dizia Aristóteles, “todos os homens têm, por natureza, desejo de conhecer”.