O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 06/07/2020
Em meados do século XX, deu-se início a Revolução Informacional, que instaurou inúmeros avanços nas áreas de informática e telecomunicações. Não obstante a esse progresso tecnológico, o inacesso aos meios acentuou a desigualdade social, uma vez que grande parte da população não detinha tal recurso. De forma análoga, essa problemática ainda se faz presente no cenário brasileiro, no qual o mal investimento no campo e o alto valor dos pacotes de dados enfatizam essa discrepância.
Em primeira análise, é possível notar que o mal investimento no setor de tecnologia da informação é um dos principais agravantes da desigualdade enfrentada pelo país. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 20,1% da população brasileira não tem acesso à internet, o que evidencia o favorecimento da camada mais rica e a distribuição desigual dos recursos econômicos, ao passo que a preferência financeira deveria estar voltada para o investimento desse setor tecnológico.
Ademais, é evidente que os valores dos pacotes de dados e a condição monetária vão em direções opostas ao viável para a sociedade, posto que sua adquirição se torna divergente ao preço estabelecido por estes. Com uma renda per capta inferior, adquirir tal privilégio se torna uma segunda opção devido a situação econômica dos indivíduos, os quais muitas vezes necessitam de assistência financeira dos governantes para sua própria sobrevivência.
Sendo assim, cabe ao Governo, juntamente com o Ministério da Ciência e da Tecnologia, destinar uma maior parcela orçamentária para o investimento e construção de centros que disponibilizem computadores e internet de qualidade, para que os cidadãos mais desfavorecidos tenham acesso a mesma. É preciso também que o Governo providencie um maior capital para as operadoras de internet a fim de que o custo e o valor de aquisição sejam menores, e o debate em questão seja solucionado.