O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 06/07/2020

A Globalização se define por processos de aprofundamento de cunho político, social e econômico entre povos e nações. Os avanços tecnológicos permitiram a difusão de uma gama de dados em um curto período de tempo, gerando maior desenvolvimento aos setores científicos. Hodiernamente, tais conceitos se expandiram para o meio pedagógico, visto que as ferramentas cibernéticas auxiliam a formação educacional dos indivíduos, os quais usufruem de vastos recursos informacionais. Dessa forma, é valido analisar as barreiras que contribuem de forma negativa a aplicação devida de tais mecanismos, sendo elas a inclusão digital e a desigualdade.

A partir da definição de “aldeia global”, elaborado pelo filósofo canadense Marshall McLuhan, nota-se que era compreendido pela aproximação e homogeneização entre os povos, perante aos avanços informacionais em meio a um cenário globalizado. Entretanto, a inclusão digital – que consiste na democratização e na inserção social ao acesso das tecnologias informacionais a todo cidadão – é contraditória no cenário brasileiro, tendo em vista que de acordo com o IBGE, 25% dos brasileiros não possuem acesso à internet, e apenas 58% da população possui acesso a computadores, que por consequência, apontam parcialidades entre os cidadãos.

Para Milton Santos, geógrafo e pensador brasileiro, o conceito de aldeia global é algo inválido em sua realidade, devido a concepção errônea de “globalização ao alcance de todos”, enfatizando que acentua às desigualdades socioeconômicas ao redor do mundo. O acesso à internet passou a ser emblema de poder e aquisição, abandonando e se opondo ao seus princípios iniciais.

Fica evidente, portanto, que a inadimplência à inclusão digital, e as disparidades sociais formam uma pirâmide perante a cena brasileira, uma vez que a irregularidade e a heterogeneidade são evidentes. Desse modo, são necessárias medidas para intervir em nessa problemática. Cabe ao Ministério da Ciência e tecnologia (MCTI), e a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), ampliar às redes de comunicação nos locais ausentes de tal tecnologia, analisando pontos estratégicos ao fornecimento de Wi-Fi público, auxiliando em pacotes acessíveis de telefonia e internet. Somado à isso, a parceria com Ministério da Educação a fim de promover programas voltados a esferas educacionais, como plataformas gratuitas destinadas a EAD, atendendo as necessidades de suporte exigidas para manutenção mensal. Proporcionando uma maior democratização as camadas sociais desfavoráveis, atualmente excluídas de tal meio.