O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 06/07/2020
Dentre sua concepções, o filósofo grego Platão acreditava que onde não existe igualdade nada perdura e a chegada de problemas é iminente. Dessa forma, torna-se relevante discutir acerca do acesso à internet no país. Essa questão vem elevando os índices de desigualdade em meio a atual pandemia, tendo como principais causas são o descaso dos governos estaduais e a má distribuição social da renda. Tal fato reflete uma realidade difícil no que diz seus efeitos sobre o país.
Perante o supracitado, o roteirista alemão Ronny Schalk retrata na série Dark a ideia de que o conhecimento obtido pelos homens é uma gota se comparado ao oceano ignorado pelos mesmos. Portanto, apenas quem vive sob o teto da desigualdade realmente sente o seu peso e as inúmeras dificuldades recorrentes. Apenas uma parcela da população tem a possibilidade de estudar através de aparelhos tecnológicos e esse fator tem sido esquecido pelas escolas públicas que mantêm o plano de um ano letivo via ensino à distância. Em meio a era da tecnologia ainda existem pessoas sem acesso as plataformas digitais, o que atrapalha a comunicação e o engajamento da classe nos estudos.
Defronte essa máxima, é importante ressaltar que, segundo a teoria do Determinismo de Taine, o ser é produto do meio em que vive. Assim, observando o que é vivenciado camada mais pobre, é notória a falta de preocupação com essa parcela a população. Sem oportunidades de emprego e, consequentemente, uma renda muito abaixo do ideal, os locais que restam como moradia são os aglomerados nas favelas. Esses lugares apresentam um ambiente desumano e precário para as famílias, a estrutura já é muito afetada e o capital não lhes garante a oportunidade de dispor dos modernos computadores ou celulares, logo, o ensino acaba sendo limitado e gera uma má formação do indivíduo que cresce sem valores, conhecimentos básicos e conduta. Um agente que parece pequeno gera um ciclo sem fim de uma vida baseada em dificuldades e batalhas diárias.
Diante do exposto, entende-se que o acessar à internet no país é um desafio que precisa de medidas. Logo, é imprescindível que o Ministério da Educação, juntamente com as mídias denunciadoras como SBT, Record e Globo, desenvolver projetos que ampliem a possibilidade do acesso à internet como a construção de praças públicas com internet e bibliotecas comunitárias nos bairros mais pobres, a fim de implementar a democratização da internet e facilitar o estudo gerando uma melhor formação para os indivíduos. Somando essas soluções a preservação dos ambientes de aprendizado gratuito, os jovens poderão exercer a maior função de um ser em desenvolvimento transformando o mundo com o seu próprio aprendizado inspirando outras pessoas. O ciclo de desigualdade sem fim torna-se-á um círculo de cidadania bem exercida e passada através das gerações.