O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 03/07/2020
A globalização iniciou-se em meados do século XV, com as Grandes Navegações. Foi após a Segunda Guerra Mundial, entretanto, que a ampliação dos meios de comumicação fez com que consolidasse a aproximação dos indivíduos ao redor do mundo, através da Internet. A versatilidade desse meio ressalta sua importância, também, no cotidiano dos brasileiros, oferecendo acesso à informação. Contudo, parte considerável da população não está conectada à rede, por fatores, em tese, educacionais e financeiros. Primeiramente, é viável salientar o paradoxo existente no acesso à internet no Brasil: o pouco investimento na educação em periferias e o uso de tecnologias para auxiliá-la. A heterogeneidade presente no país em relação à acessibilidade digital é notória. Enquanto há locais que apresentam altos índices de inclusão digital (grandes centros urbanos, por exemplo), as regiões periféricas vivenciam outra realidade. A dificuldade em acessar a internet nesses locais deve-se, principalmente, pelo baixo índice de investimento em áreas básicas para a vivência humana, como a educação. Sem base educacional estruturada, o analfabetismo é assíduo nos subúrbios. Cerca de 11,3 milhões de brasileiros são analfabetos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em contrapartida, o uso da internet para auxiliar a educação é uma crescente no país.
Com dimensões continentais, o Brasil é um dos países mais populosos do globo. A implementação do Ensino à Distância no país levantou outra problemática em torno do acesso à internet: a disparidade entre as classes sociais e as regiões do território brasileiro. De acordo com o IBGE, um quarto da nação não está conectada à rede, sendo a maioria por não saber utilizar o meio de comunicação. Porém, vale ressaltar que, entre esses indivíduos, grande parte encontra-se em situação de baixa renda e/ou vivem no Norte/Nordeste, regiões com níveis mais elevados de pobreza.
Dado o exposto, é imprescindível que medidas sejam tomadas referente a situação do acesso à internet no Brasil. Para isso, é inaceitável que o cenário educacional prossiga como está, bem como a discrepância social entre os indivíduos no território nacional. Com o auxílio de órgãos competentes (Ministérios da Educação e das Comunicações) e empresas de telecomunicação, é viável disponibilizar não só internet em praças públicas como também espaços com computadores. Além disso, a criação de projetos de alfabetização em comunidades periféricas é de extrema importância, junto a pequenos cursos de auxílio à informática e apoio populacional. O Brasil precisa, por inteiro, entrar na era das grandes e informativas navegações.