O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 03/07/2020

Com a decorrência da pandemia causada pelo vírus COVID-19, o ensino a distância tem sido um dos meios de acesso dos estudantes a manterem as atividades escolares em dia, acessando conteúdos via internet disponibilizados pelos professores por meio de plataformas digitais e aulas em vídeo chamada. Porém, essa implantação de ensino pode prejudicar inúmeros estudantes que não possuem acesso a uma internet de qualidade, muito menos um computador para apresentar presença às aulas a distância.

A ausência de uma internet estável durante esse período que estamos vivenciando é um dos maiores problemas enfrentados pelos alunos. Após o pedido de isolamento social, e as pessoas passando mais tempo em seus lares, aumentou o tráfego de internet. A alta demanda de serviços online diminuiu a velocidade de upload, causando quedas frequentes de rede, que é um dos desafios de quem não exerce de uma internet de qualidade, sendo que, aproximadamente, 70 milhões de brasileiros têm acesso precário ou nenhum, representando 33,5% da população brasileira.

Além da dificuldades com a rede, outra tem sido a falta comprometimento estudantil dos alunos. O conforto doméstico é uma faca de dois gumes para os estudantes, que ao se sentirem mais confortáveis tendem a se sentirem mais relaxados com relação aos estudos, causando, consecutivamente, uma redução de desempenho. E aplicações de atividades avaliativas podem ser facilmente contornadas sem o monitoramento dos alunos durante a realização das mesmas.

Dessa maneira, é perceptível que aulas à distância desfavorecem em muitos pontos os estudantes que, muitos, estão prestes a finalizar o ensino médio. Portanto, é importante que a volta das aulas presenciais retorne o quanto antes, impedindo o decaimento de rendimento de diversos alunos que não se mostram tão centrados aos estudos e daqueles que não conseguem  ter acesso aos recursos necessários para participar do ensino a distância.