O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 04/07/2020
Em um país que, segundo os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) 45,9 milhões de brasileiros ainda não tinham acesso à internet em 2018 e que em 42% dos lares não possuem computador, a recomendação do governo de continuar as aulas com o método de EaD (ensino a distância) só irá aumentar a desigualdade social e exclusão de grande parte dos estudantes a um direito que é de todos, a educação. Apesar do grande avanço da tecnologia e dos meios de comunicação, as vantagens que a internet pode oferecer não está no alcance de todos.
A exclusão digital está presente principalmente nas periferias, onde se encontram pessoas com uma baixa renda que não tem condições de pagar um plano de internet, ou até mesmo o lugar é impossibilitado de receber sinal. Um problema que é bastante mascarado e ignorado, principalmente pela decisão do governo, no meio da pandemia do coronavírus, que valida o ano letivo com aulas a distância. Enquanto alunos mais pobres que está na rede pública tem, em geral, uma situação domiciliar muito mais desafiadora, desde alimentação até menor acesso a livros, bens culturais e, claro, menor acesso à internet, alunos das escolas privadas aprendem conteúdo novo por plataformas online e aplicativos.
Outrossim, com essa disparidade de realidades dos estudantes, só alimenta a desigualdade de classes já existente. Pessoas de classe boa com o acesso a estudo tem um histórico escolar e melhores oportunidades, e acabam ocupando os melhores cargos. Enquanto pessoas de baixa renda, que não tem o conhecimento necessário para prestarem vestibulares, são submetidas a cargos baixos impedidas de uma ascensão social. A Educação é um direito fundamental que ajuda não só no desenvolvimento de um país, mas também de cada indivíduo, por meio da Educação, que se garante o desenvolvimento social, econômico e cultural.
A inclusão digital deveria ser fruto de uma política pública com destinação orçamentária a fim de que ações promovam a inclusão e equiparação de oportunidades a todos os cidadãos. Neste contexto, é preciso levar em conta indivíduos com baixa escolaridade, baixa renda, limitações físicas e etárias. O governo deve começar a mudança levando redes de internet gratuitas a todos, internet boa que possibilite um aluno a assistir vídeos ou baixar plataformas que ajudam e facilitam o seu aprendizado. O ministério da educação e parcerias com ONG´S podem instalar mais Lan House com o acesso gratuito, para que os alunos tenham acesso aos meios de ensino com a ajuda de instrutores. Uma boa Educação melhora a economia de um país, a ela é capaz de contribui para uma sociedade menos violenta, além de formar cidadãos mais críticos e conscientes de seus direitos.