O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 06/07/2020

A internet, criada no século XX, foi utilizada para fins militares durante a guerra fria, a nova tecnologia era restrita aos serviços secretos da época. Hoje, no Brasil, apesar da mudança no papel da rede e de sua maior propagação, ainda é nítida a exclusão digital de determinados grupos sociais. Nesse sentido, a manutenção desse cenário realça mazelas na âmbito regionalista, social e educativo, as quais precisam ser superadas.

Em primeiro plano, deve-se salientar as diferenças entre as regiões brasileiras no contexto em questão. Milton Santos, que foi um geógrafo brasileiro, considerado por muitos como o maior pensador da história da Geografia no Brasil e um dos maiores do mundo, por exemplo, dividiu o território em quatro zonas a partir de critérios de acesso ao meio técnico-científico-informacional, destacando a marginalização tecnológica de áreas como Norte e Nordeste. Dessa forma, a partir da perspectiva abordada pelo geógrafo, parcelas regionais, sem contato com computadores e outros equipamentos tecnológicos são privadas da acessibilidade a serviços virtuais e a informação..

Paralelamente, vale salientar a má inserção dos idosos nesse panorama. Tal problemática evidencia, a partir de dados do IBGE, em 2017, os quais relatam que apenas 31,1% das pessoas com 60 anos ou mais tem acesso a tecnologia. Com feito, observando-se o uso cada vez mais recorrente, nas redes sociais, como meio de interação pelas gerações atuais, cabe destacar o comprometimento da sensibilidade e o preconceito sofrido pelos mais idosos. Desta forma, nota-se a necessidade de ensino associado a tecnologia no território. De fato, muitas escolas, priorizando, metodologias ultrapassadas e pouco atrativas, negligenciam a abordagem de uma educação com a participação ativa da internet e de outros recursos digitais inviabilizando uma aprendizagem mais lúdica e, consequentemente, mais efetiva. Assim, jovens desmotivados por uma lógica ultrapassada e repetitiva tornam-se mais propensos a ter seu raciocínio e seu rendimento comprometidos, abandonado os estudos.

Logo, com a intenção de superar a exclusão analisada, cabe ao governo federal, por meio de subsídios das empresas privadas, construir espaços públicos com a presença de computadores e televisões em áreas mais carentes, com inclusive, a presença de profissionais capazes de auxiliar os mais idosos nesse processo, objetivando viabilizar o acesso informacional e interação geracional. Ademais, o Ministério da Educação - órgão responsável pela formação social e ética dos jovens - deve, a partir de mudanças na base curricular e na distribuição de projetos, para que se torne obrigatório a aplicação digital no ensino, a fim de melhor a aprendizagem,