O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 06/07/2020

De cordo com a Organização das Nações Unidas (ONU) o acesso à internet é um direito de todos no século XXI, porém com 25% da população abaixo da linha de pobreza, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, essa concessão torna-se impossível de ser realizada. A escassa condição financeira, somada aos avanços tecnológicos, resultam em cidadãos excluídos digitalmente de modo que ações simples, como agendar uma entrevista de emprego, tornam-se inconcebíveis.

Primeiramente, quando a internet chegou ao Brasil, em 1980, atividades do cotidiano tornaram-se mais fáceis e rápidas de serem exercidas. Atualmente, para a emissão de um documento, como a carteira de identidade, o Governo Federal exige que o agendamento seja realizado através do site do Detran, porém, dados publicados pelo jornal O Globo apontam que 45 milhões de pessoas não possuem acesso à rede de computadores. Dessa forma, além da limitada condição financeira o indivíduo sofrerá com a exclusão institucional.

Todavia, mesmo aqueles que possuem recursos financeiros para utilizar a banda larga não conseguem devido a limitação geográfica imposta pelas empresas responsáveis por esse recurso. Uma vez que o cidadão more em uma região distante dos centros urbanos, o serviço dificilmente será disponibilizado. Consequentemente o Brasil continuará como o 72° país com acesso à rede, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas, e os indivíduos continuarão apagados digitalmente.

Sendo assim, o Ministério da Tecnologia e da Informação deve analisar o contexto em que a população mais pobre vive e criar alternativas com o objetivo de que possam ser incluídos digitalmente. Como a criação de bibliotecas informatizadas e postos de atendimento para aqueles que não sabem como utilizar o computador ou celular não sejam excluídos. Deste modo, todos poderão usufruir do seu direito ao acesso á internet estabelecido pela ONU em 2011.