O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 07/07/2020

Durante a segunda guerra mundial, Allan Turing, atualmente reconhecido como o pai da computação, criou uma máquina usada para decifrar códigos dos inimigos que posteriormente iria ser conhecida como o primeiro computador. Hoje em dia, todos já conhecemos essa máquina e grande parte da população usa diariamente, contudo, também há a enorme parcela da população brasileira não possui esse aparelho devido à falta de acesso à internet no Brasil. Esse problema traz diversas consequências para o povo, impedindo igualdade entre os alunos e também dificultando a ascensão profissional dos mais carentes.

Primeiramente, com a pandemia do coronavírus, o sistema educacional teve que se modificar e se adaptar às atuais circunstâncias, inserindo a educação a distância (EAD) para os alunos. Por mais que a solução resolva parte do problema, também exclui os milhões de estudantes que não tem condições de pagar por aparelhos eletrônicos e muito menos internet. Neste viés, compreende-se que esse déficit de acesso à rede é responsável por uma grave segregação social, que aumentará a desigualdade, devido ao número reduzido de alunos financeiramente menos favorecidos nas faculdades.

Em segundo lugar, o mundo está cada vez ficando mais tecnológico e é reconhecido que no futuro um bom profissional deve ter conhecimento acerca de informática e computadores para conseguir um lugar no mercado de trabalho. Crianças e adolescentes que não podem navegar na internet já estão em desvantagem em relação aos que têm esse privilégio, pois desde cedo adquirem uma intimidade e, consequentemente, uma facilidade com aparelhos eletrônicos que se tornará um diferencial quando for o momento de procurar um emprego.

Torna-se evidente, portanto, que o problema é grave e não pode ser ignorado. O ministério da educação deve auxiliar os alunos que não têm acesso à internet, por meio da entrega de materiais didáticos nas casas desses estudantes. Isso pode ser feito, por exemplo, com a colaboração de Organizações Não Governamentais (ONGs) para ajudar na distribuição dos materiais, com a finalidade de dar mais chances aos vestibulandos para uma competição justa entre todos para o ingresso em uma universidade. Com essa medida que não exclui outras, espera-se que mesmo após o surto do vírus Covid-19, famílias continuem tendo acesso constante a materiais de estudo e o Brasil se torne um país mais justo.