O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 18/07/2020

A dificuldade de acesso a internet no Brasil

Segundo pesquisas feitas pelo site “Mundo educação”, no Brasil, 42% das casas não tem computadores, o que dificulta o acesso as aulas EAD ( educação a distância). Muitos Estados adotaram este método de ensino remoto durante a pandemia, porém essa atitude ignora a real condição de diversas famílias brasileiras que se quer tem acesso a internet de qualidade.

Muitas famílias vem enfrentando diversos problemas depois do suspensão das aulas presencias, como a falta de acesso a internet, de computadores e aparelhos celulares e a falta de saneamento básico. Esses fatores influenciam diretamente na educação, pois muitos alunos estão a mais de um mês sem poderem assistir as aulas, pois não tem condições para tal. Porém, o governo ignorou completamente essas pessoas, que precisam de maior atenção neste momento.

Outro fator que dificulta o rendimento das aulas EAD é a concentração e disciplina dos alunos. Os jovens que estão cursando o ensino fundamental não tem a capacidade de serem autônomos e fazerem suas atividades completamente sozinhos, o que demanda a maior atenção dos pais, que muitas vezes não estão presentes a todo momento. Já os alunos que estarão cursando o ensino médio, precisarão de maior apoio para poderem ter mais condições para prestarem o vestibular, o que é muito difícil nas escolas publicas.

Além disso, também podemos citar a falta de professores capacitados à mudança no formato das aulas, que requer um treinamento e capacitação dos mesmos. Porém, como sabemos, as escolas publicas apresentam deficiência de professores e de qualidade, o que dificulta ainda mais a educação remota.

Portanto, medidas devem ser tomas para melhorar a situação. O ministério da educação poderia investir em um projeto de internet gratuita para famílias que tivessem renda menor do que dois salários mínimos. As famílias que necessitassem dessa internet, entrariam em contato coma prefeitura de suas cidades, que por sua vez avaliaria a condição das famílias e, se necessário, investiriam na internet gratuita. Desta maneira, os alunos que estavam com dificuldades em assistir as aulas, poderão desfrutar das mesmas, e assim a educação a distancia seria mais inclusiva.