O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 20/07/2020

Conhecimento sem fronteiras

Durante a década de 90, lentamente a internet começava sua popularização no território brasileiro. Primordialmente voltada para fins acadêmicos, não demorou muito para que o serviço logo se estendesse à outros eixos funcionais. Porém, atualmente, apesar de caracterizar-se como um “fenômeno global”, ainda não atinge 100% das massas populacionais, ampliando, dessa forma, uma desigualdade já existente em nossa nação, que anseia por igualdade.

Em síntese, é possível evidenciar algumas das principais causas responsáveis pela construção de tal cenário no Brasil. Primeiramente, nota-se que apesar da grande oferta pelos serviços, algumas classes socioeconômicas não possuem condições de adquiri-las, visto que, cerca de 63,4 milhões de brasileiros não possuem qualquer tipo de acesso à internet, de acordo com o blog do “AFTM”. Em razão disso, a ausência de investimentos governamentais para facilitar o acesso acentuam ainda mais o impasse e retardam sua solução.

Consequentemente, é criado um abismo de oportunidades a partir da disparidade no ensino oferecido por escolas públicas, particulares e ensinos em EAD. Desse modo, não apenas o âmbito educacional é prejudicado, como também, as perspectivas para o mercado de trabalho, que refletem diretamente no desenvolvimento nacional brasileiro em questão.

A internet torna-se, portanto, chave essencial para o crescimento pessoal e profissional no século XXI, que em contrapartida, infelizmente ainda permeia suas raízes em uma sociedade segregadora e exclusiva. Concomitantemente, para o filósofo austríaco Ludwig Wittgensteim, os limites da linguagem resultam nos limites mundanos. Tal afirmativa, exemplifica  que barreiras são criadas pela carência do saber.

Logo, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicação deverá ampliar o acesso virtual para classes com baixa renda, por meio da construção de bibliotecas públicas de passe gratuito. Para isso, investimentos na área tecnológica são vitais para a instalação de tablets e computadores com acesso à web de boa qualidade. Dessa maneira, espera-se com esta medida, democratrizar o acesso à internet, que não é possível desde o seu surgimento, em meados dos anos 90.