O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 09/08/2020
A internet, a qual foi criada no período da Guerra Fria para facilitar as trocas de informações, com o passar do tempo, se difundiu ao redor do mundo por ser fundamental às pessoas, graças à sua multifuncionalidade. Entretanto, no Brasil, apesar de sua difusão, muitas pessoas não possuem acesso a essa tecnologia, que por ser essencial para as pessoas, sua falta gera dificuldades para conseguir emprego ou para estudar. Tal fato se deve não só à elitização da tecnologia, como também a ineficiência de ações do governo em regiões mais isoladas do país.
Em primeiro plano, vale ressaltar que o acesso à internet, que é necessário para a educação e para o meio profissional do indivíduo, é privado dos que não têm uma boa condição financeira, por ser um produto pouco acessível para quem possui pouca renda. Tendo isso em vista, como já dizia o político Nelson Mandela “Lutar contra a pobreza não é um assunto de caridade, mas de justiça”. Desse modo, a privação dessa ferramenta, diminui a capacidade de competir com quem possui tal tecnologia, injustiçando as pessoas de camada mais baixa da sociedade.
Em segundo plano, outro fator determinante para o problema é a falta de aplicação de capital em populações de áreas mais isoladas do Brasil, as quais sofrem por pouca infraestrutura, e consequentemente de carência de acessibilidade da internet. Diante disso, de acordo com a revista Em Discussão, Mais de 92% dos brasileiros sem acesso à internet estão nos pequenos municípios. Com isso, se torna evidente o descaso do Estado em promover ações de maneira igualitária, o que mantém uma concentração dessa ferramenta em grandes cidades.
Dessa maneira, pode-se perceber que, no Brasil, o acesso à internet ainda não está ao alcance de toda a população. Desse modo, é imperativo que o Ministério das Comunicações, através da criação de programas sociais igualitários, promova um maior investimento, o qual vise ampliar a acessibilidade da tecnologia, alcançando as populações mais carentes e de regiões mais isoladas do país. Logo, haverá uma universalização da rede, permitindo o uso a todos cidadãos, que por consequência diminuirá a desigualdade na distribuição de tal ferramenta.