O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 25/07/2020
Com o surgimento do Covid-19 em 2019, que se manteve em 2020, milhares de pessoas foram obrigadas a trabalhar e estudar em casa online. Porém, nem todas tem o privilégio de ter acesso à internet no Brasil; o que gera uma ampliação nas desigualdades e um desfalque na educação, que são frutos direto de uma infraestrutura precária do país.
Primeiramente, é necessário destacar que uma em cada quatro pessoas no Brasil não tem acesso à internet, segundo a pesquisa divulgada pelo IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Diante dessa estimativa, conclui-se que a desigualdade ainda reina no país, o que se tornou ainda mais notável durante essa epidemia, já que obrigou os menos favorecidos a correrem risco de vida, ao ter que sair de casa para trabalhar e simplesmente pagar uma conta, pela falta de acesso à internet. Face a isto, é preciso que haja mudanças na distribuição de tecnologias, para não só diminuir o número de mortes por contágio, mas para equalizar as oportunidades para todos.
Ademais, com a impossibilidade de ter aulas presenciais, o Ead( Educação à distância) foi a única maneira que o governo encontrou para manter o ensino regular. Entretanto, com a falta de acesso à internet e sem as condições financeiras para se obter um aparelho tecnológico, a educação parece ser destinada exclusivamente para uma parcela privilegiada da população. Essa contradição leva a conclusão de que o estado não está cumprindo seu papel, ao ferir o artigo 5º das leis federais, que diz que o ensino é um direito a todos. Por conta disso, haverá um desfalque na educação de base dessa geração que foi esquecida pelo principal órgão administrativo do país: o governo.
Portanto, urge que o governo, por meio de investimentos na tecnologia, distribua aparelhos para as camadas mais populares da população, o que ajudará a manter essas pessoas em casa e aumentará as chances de obtenção de um trabalho online. Além de criar uma bolsa, que pagará as despesas de internet para que os todos os estudantes tenham a mesma oportunidade e qualidade de ensino. Tudo isso com a finalidade de diminuir a desigualdade presente no país ao ampliar o acesso à internet.