O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 01/08/2020
Conforme a Organização das Nações Unidas (ONU) o acesso a internet é um direito humano do século XXI. Apesar disso, verifica-se que o acesso a internet no Brasil não é universal, pois os altos preços cobrados por provedoras de internet não são acessíveis a todos, como consequência tem-se a violação do direito de exercer a cidadania digital, que é fundamental para a formação de crianças e jovens. Desta forma, medidas de democratização de acesso a internet são necessárias.
A priori, é imperioso destacar que o preço cobrado pelos serviços de internet no Brasil são abusivos em relação a outros países. Sob esse ângulo, uma pesquisa realizada pela economista Samy Dana, afirma que a internet no Brasil é a segunda mais cara do mundo, isto porque um dos principais motivos para o alto preço é a carga tributária. Por essa razão, diversas famílias não possuem internet em suas residências, visto que não possuem condições financeiras para mantê-la.
Seguidamente, a exclusão digital não se trata apenas de acesso a internet, mas sim da execução da cidadania, como por exemplo, em aulas de EaD. Isto porque, mediante a quarentena provocada pelo vírus da COVID-19, muitos alunos passaram a estudar em casa e os que não possuem acesso a internet acabam por ter seu direito a uma boa educação a distância violado. Esta situação faz jus a fala de Peter Drucker: “A economia da educação tornou-se refém da tecnologia de informação.” Logo, torna-se essencial a mudança deste cenário.
Em suma, são necessárias medidas que atuem diretamente no problema. Com o propósito de que mais pessoas tenham acesso a internet, é preciso que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação melhore as condições dos planos de internet, por meio de parcerias com as empresas provedoras, reduzindo taxas tarifárias e colaborando com o financiamento de fibras ópticas. Sendo assim, os planos de internet serão mais justos e acessíveis, contribuindo com o decreto da ONU e cessando a exclusão digital no Brasil.