O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 09/08/2020

No século XVIII, quando a Revolução Industrial entrou em cena na Europa, fomentando o processo de formação do capitalismo, notava-se claramente o início de um novo ciclo no cenário mundial. No entanto, a participação do Brasil se caracterizou por grandes disparidades econômicas e sociais, as quais, se encontram presentes até os dias de hoje, como o escasso acesso da população de baixa renda a meios tecnológicos usuais. Nesse sentido, a inércia do Estado, corrobora não só para que esses dados de acesso à internet se tornem cada vez menores, mas também, impossibilitem uma melhora educacional no país.

Tendo em vista a realidade supracitada, destaca-se notória a discrepância entre as classes sociais existentes no Brasil, o que leva a modificações de realidades, no qual, 42% dos lares não possuem computador. Essa situação é ainda mais confrontada quando a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação (CNTE), argumenta que não se trata somente da falta de aparelhos tecnológicos, mas também, de possuir um acesso a uma internet de boa qualidade, onde, de forma nefasta, muitas dessas famílias não possuem sequer televisão.

Tendo isso como veracidade, a escassez de dados, bases educacionais e o livre acesso ao novo, contribui para a dificuldade na democratização do acessório mais importante nos dias de hoje: a informação. Ademais, assim como afirmam os pensadores John Dewey e Paulo Freire, “o verdadeiro aprendizado só acontece quando o aprendiz é colocado de frente a um problema”. Nesse viés, o acesso a informações, geram novas ideias, formando novos aprendizes. Mas, se não há contato com esta, como preparar esse indivíduo para o mundo? Nesse sentido, quanto menor o acesso a redes informacionais, menor o conhecimento adquirido, gerando cada vez mais, uma sociedade mal informada e ignorante.

Portanto, a fim de democratizar o acesso à internet no Brasil, o Estado deve implementar medidas de priorização dos investimentos, e ampliação dessas redes, tornando-as públicas, juntamente com o patrocínio de empresas responsáveis por esta. Contudo, não somente o Estado, mas também, as Instituições públicas e privadas, que, favorecendo esse acesso e dando suporte com aparelhos tecnológicos, acesso à internet e bons materiais de ensino, estariam quebrando o entrave que existe entre o bom desenvolvimento educacional de toda uma população, e auxiliando no desenvolvimento de projetos pedagógicos, projetos de extensão e de pesquisa, formando não só estudantes melhores, mas também, cidadãos informados e com posicionamento.