O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 12/08/2020

Falta de oportunidades e exclusão. Esses são conceitos que caracterizam o acesso à internet em questão no Brasil, uma vez que 42% das casas não têm sequer um computador. No que tange a essa problemática, a  falta de apoio do Estado e a alta taxa tributária do país apresentam-se como principais fomentadores dessa adversidade.

Em primeira análise, é importante destacar que a negligência governamental é uma causa latente do problema. De acordo com Steve Jobs, criador da empresa Apple, “A tecnologia move o mundo”. Diante disso, verifica-se que os milhares de brasileiros sem acesso à internet se encontram estagnados em relação ao restante do planeta, pois se encontram em uma posição marginalizada em uma sociedade cada vez mais dependente do uso desse meio de comunicação. Os estudantes, por exemplo, perdem oportunidades de obter e fornecer conhecimento por meio do uso das mídias sociais. Nesse contexto, é nítido que o Estado falha ao não oferecer acesso a computadores nas escolas e ser incapaz de prover internet àqueles que necessitam mas não podem pagar pela ferramenta que é essencial hodiernamente.

Em segundo plano, outra causa para a configuração do problema é uma evidente disparidade econômica entre a população. O brasileiro é o povo que mais paga imposto na América Latina, fator que prejudica principalmente aos mais pobres, já que a taxação ocorre por consumo e não pela renda. Logo, a população mais pobre acaba por perder o seu poder de compra e, dessa maneira, não é capaz de adquirir aparelhos eletrônicos, como computadores e notebooks.

Ante o exposto, medidas são necessárias para combater os empecilhos supracitados. Para isso, é preciso que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações trabalhe em parceria com o Ministério da Educação para que sejam contruídos laboratórios de informática nas escolas públicas, com o objetivo de que os alunos tenham acesso à internet para fazer atividades extracurriculares e, também, tenham o auxílio da tecnologia nos seus estudos no mínimo duas vezes por semana e no contraturno. Isso deve ser feito por meio da destinação de mais verbas para ambos os Ministérios. Assim, um Brasil menos excludente poderá ser consolidado.