O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 22/09/2020

Segundo o sociólogo Pierre Lévy, toda tecnologia cria seus excluídos. Prova disso, foi a discussão gerada após alguns estados proporem o ensino Ead para os jovens de Ensino Fundamental e Médio no país. Apesar de ser uma alternativa para manter o calendário escolar, acreditar em sua eficiência é uma utopia, em vista que 29% dos jovens entre 15 a 24 anos não tem acesso à internet, segundo o IBGE. Assim, mesmo com a tamanha importância e funcionalidade dessa ferramenta, o acesso a ela ainda é muito limitado, agravando a desigualdade social.

Primeiramente, precisa-se atentar a gigante importância da Internet nos dias atuais. Essa ferramenta tão útil em tempos de pandemia, tem muitas funcionalidades além de permitir trabalho e estudo feito em casa. Ela pode propiciar enormes mudanças no país através da democratização da informação e da cultura, por exemplo. Além disso, é possível usar de sua rápida “viralização” para gerar campanhas de conscientização sobre diversos problemas do Brasil.

Entretanto, para conseguir esse desenvolvimento, é necessário que todos os cidadãos sejam beneficiados, diferente do que acontece. Prova disso, é que segundo o IBGE, cerca de um a cada quatro brasileiros não tem acesso a rede. Isso se dá pelo altos preços dos pacotes de internet e dos dispositivos como computadores e celular. Ademias, os dados mostram que áreas rurais do Norte e Nordeste são ainda mais segregados devido a distância que a internet precisa percorrer. Ou seja, uma parcela marginalizada do país não tem tais privilégios, o que agrava a exclusão social assim como falado por Pierre Lévy.

Mediante ao exposto, cabe ao governo democratizar o acesso à rede no país. Para isso, o Ministério da Tecnologia e Inovação deve abrir Lan House’s gratuitas por todo o país, concentrando nas regiões com menor acesso segundo o IBGE. Ademais, as secretarias municipais de cada região beneficiada devem informar a quantidade de estabelecimentos necessários e o tempo de uso de cada indivíduo, para que assim todos possam ter acesso. Dessa forma, será possível expandir a rede e por consequência democratizar diversas áreas como Educação Cultura e Lazer através da tecnologia.