O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 17/08/2020

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o acesso à interner é um direito humano do século XXI. Embora tal importância reconhecida da rede, verifica-se no Brasil, a exclusão digital da população uma vez que por conta da pandemia da covid-19 os indivíduos tiveram como alternativa, o acesso às aulas a distância (EAD) de tal forma que excluiu uma grande parcela dos alunos de baixa renda que não possui acesso aos meios digitais. Nesse sentido, duas situações fazem-se relevantes: à ausência de internet para alunos de baixa renda e a desigualdade presente no país.

Em primeira análise, é importante ressaltar que à ausência de internet para alunos de baixa renda é um problema que atinge uma camada da população. Como desdobramento, de acordo com pesquisas da TIC Domicílios 2018, 1 a cada 4 brasileiro não possui internet em casa, o que acarreta a dificuldade desses alunos em acompanhar o ano letivo. Assim, a falta de acompanhamento dos jovens ao ensino a distância (EAD) gera dificuldades de entendimentos em tópicos mais profundos e complexos que podem não ser devidamente explicados ou compreendidos. Desse modo, fica evidente que essa situação é recorrente pois, isso aumentará o número de jovens retidos nas escolas públicas do país.

Em segunda análise, é válido frisar que a desigualdade é um transtorno na sociedade brasileira. Nessa situação, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a desigualdade no Brasil atinge maior patamar desde do ano de 2012, o que ocasiona que essa desigualdade ainda não foi superada no país. Em meio a isso, é possível destacar que se há um aumento na desigualdade terá a maior presença de pessoas de baixa renda que não detém meios para acompanhar as aulas on-line, o que estimula a exclusão no processo de educação à distância. Dessa forma, fica claro que essa realidade é preocupante pois, segundo o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa que os indivíduos podem usar para transformar o mundo corrompido pela desigualdade.

Diante da problemática, observa-se que o acesso à internet no Brasil, não é universal, o que fere o conceito de cidadania. Assim sendo, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação atuar na ampliação das redes de internet, por meio da cessão de subsídios para construção de “lan houses” públicas, com panorama nos locais mais afetados pela exclusão digital, a fim de amenizar a falta de ferramentar para usar a internet. Então, o direito humano do século XXI, orientado pela Organização das Nações Unidas (ONU), será uma realidade no território Brasileiro.