O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 16/08/2020

De acordo com Rosilene Corrêa Lima, diretora da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação (CNTE), ‘‘muitas famílias não tem sequer televisão em casa, imagina ter uma boa internet’’. Devido a isso, é de extrema importância o debate sobre a realidade brasileira no quesito conexão a internet. Nesse sentido, para compreender o assunto é necessário discutir que grande parte da sociedade não tem internet em casa e que as metrópoles são os principais locais que possuem boa qualidade no serviço.

Primeiramente, observa-se que o acesso a internet não é democrático. Em outras palavras, se o governo decide por algum motivo criar uma plataforma online que prometa substituir as aulas presenciais, jamais seria justo com todos os alunos da rede pública de ensino, tendo em vista que, apenas uma parcela pequena teria acesso a esse serviço. Dessa forma, a instituição governamental estaria colaborando para o aumento da desigualdade social, sendo que, a massa populacional não teria acesso.

Ademais, evidência-se que os grandes centros urbanos possuem o privilégio e a garantia de uma rede de qualidade. Nesse contexto, não seria coerente se o governo lançasse um programa EaD, já que uma atitude desse tipo estaria afirmando que toda moradia do país possui um depositivo eletrônico e uma conexão estável com a internet. Dessa maneira, percebe-se que tornar a ferramenta internet democrática é mais difícil do que se imagina.

Portanto, medidas são essenciais para resolver os impasse. Cabe ao Ministério da Educação e ao Ministério da Economia trabalharem em conjunto elaborando um plano nacional de inclusão digital, no qual, por meio de acordos financeiros com as companhias de distribuição de internet pelo país - visando uma redução do custo dos serviços as famílias carentes - para que os alunos possam ter amplo acesso a plataforma de estudo. Assim, Rosilene mudaria sua fala em pouco tempo.