O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 18/08/2020

A precária internet do Brasil

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação e ao bem-estar social. Conquanto, o acesso à internet impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.

A educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido no estudo à distância. Segundo a matéria do Blog do Afim, cerca de 60 milhões de brasileiros não tem acesso à internet. Diante do exposto, o ensino, por meio de ferramentas tecnológicas fica inviável.

Faz-se mister, ainda, salientar os preços abusivos cobrados pelas redes de internet, que funcionam como um impulsionador do pouco acesso. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, a população com renda baixa, permanece em prejuízo na sociedade.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Dessa maneira, urge que o estado invista em um projeto de leis, junto à Câmara de deputados, a fim de garantir um acesso gratuito à internet a todos. Dessa forma, o Brasil poderia atingir um acesso igualitário.