O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 22/08/2020

A pandemia do corona vírus mudou a rotina dos brasileiros devido a quarentena, principalmente dos estudantes que passaram a depender da internet para darem continuidade ao ano letivo. Tal realidade levanta a discussão sobre o acesso à internet no Brasil, já que durante esse período ela passou a ser essencial. A não democratização dessa rede provoca a desigualdade de oportunidades e ocasiona a exclusão da população pobre.

Em primeiro plano, com o isolamento social as pessoas passaram a desenvolver suas atividades via web, como trabalhar e estudar, e os que não desfrutam desse recurso ficam em desvantagem. Nesse contexto, é válido ressaltar que aproximadamente 46 milhões de cidadãos brasileiros não tem acesso à internet( dados do G1). Logo, não conseguirão se adaptar à nova realidade que exige o uso da navegação, enquanto a outra parcela da sociedade segue trabalhando e estudando via plataformas digitais, os 20% que não possuem a mesma oportunidade terão que abdicar de direitos básicos como a educação.

Por conseguinte, diante do atual cenário do Brasil, os indivíduos de baixa renda que não possuem condições de arcar com os custos de um plano de internet são excluídos da sociedade. Diante dessa perspectiva, o livro “Cidadão de papel” praticamente descreve a vida da atual periferia brasileira, pois a obra destaca que no papel todos são iguais mas na prática isso não ocorre. Ou seja, a constituição garante a igualdade, porém quando a parcela pobre não tem acesso ao mesmo recurso do restante isso destaca a exclusão.

Portanto, para a questão da internet não ser mais um problema no país o Ministério da Economia ( órgão responsável pela administração financeira) deve garantir sua democratização, por meio da destinação de verba para a construção de lan houses ( casa de rede) públicas em bairros periféricos, com a finalidade de proporcionar igualdade de oportunidades aos cidadãos que não tem condições financeiras de pagar para navegar, e assim não serão excluídos já que terão o mesmo recurso do restante da população.