O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 26/08/2020
Segundo Steven Jobs, um dos fundadores da marca “Apple”, a tecnologia move o mundo. Entretanto, mesmo após avanços tecnológicos e seus diversos benefícios, milhões de pessoas não possuem o privilégio de usufruir do espaço virtual, configurando um grave problema de desigualdade no país. Portanto, urge que medidas sejam tomadas para minimizar a questão da dificuldade do acesso à internet no Brasil, geralmente causado por razões econômicas e pela falta de representatividade.
Em primeira análise, vale ressaltar o alto valor cobrado pelas empresas de internet como uma das raízes do problema. Um dos planos de rede wifi mais baratos do Brasil custa cerca de 115 reais por mês, extremamente caro para a parcela da sociedade que vive apenas com a renda fornecida pelo Bolsa Família. O fundador da World Wide Web (WWW), Tim Berners-Lee, tinha o objetivo de promover a igualdade digital, mas esse plano infelizmente depende diretamente do governo de cada país. Por conseguinte, estima-se que cerca de 346 milhões de pessoas não possuam acesso à internet atualmente.
Outrossim, é válido salientar a falta de representatividade como impulsionador da problemática. Sob essa perspectiva, a máxima de Rupi Kaur “A representatividade é vital” cabe perfeitamente. Segundo uma pesquisa do site “Mundo Educação”, cerca de 42% das casas brasileiras carecem de computadores, o que afeta diretamente os estudantes que necessitam do EaD para conseguirem se formar. Ainda que esse fato tenha sido ignorado pelo governo por muitos anos, foi durante a pandemia que o adverso teve sua devida repercussão após diversos “influencers” se posicionarem em suas redes sociais, pedindo pelo adiamento do ENEM, evitando que os estudantes desprivilegiados fossem prejudicados por um exame que deveria ser justo e não baseado na meritocracia de seus candidatos.
Portanto, medidas são necessárias para solucionar o impasse no Brasil. Faz-se mister, pois, que o Governo Federal providencie rede de internet para a as pessoas que necessitam da mesma e não possuem a devida verba, contando com o apoio e patrocínio de empresas de eletrônicos que ajudem a disponibilizar computadores e celulares para essas famílias, garantindo o direito à igualdade, já previsto na Constituição Federal de 1988. Ademais, as Secretarias de Educação municipais, em parceria com o governo estadual, deve garantir meios de acesso à internet aos estudantes, priorizando aqueles de baixa renda. Espera-se, dessa maneira, que ocorra a limitação desse adverso imbróglio social e que a tecnologia continue a mover o mundo, trazendo juntamente igualdade.