O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 29/08/2020

Historicamente, a Revolução Técnico Cientifico e Informacional de 1999 promoveu a modificação nas relações de trabalho e comunicação com o advento da internet. No entanto, o início do processo de modificação da estrutura dos computadores, celulares e a rapidez dos programas foi realizado e melhorado primeiramente nos países desenvolvidos, local de origem de todos os sistemas da informática. Logo, o acesso à internet no Brasil e em outros países emergentes e/ou subdesenvolvidos é dificultado, devido a falta de investimento do governo em tecnologia e a visão errônea sobre o que a internet realmente pode proporcionar para a sociedade.

A princípio, a diminuição recorrente no investimento financeiro direcionado as universidades é extremamente relevante ao visualizar a situação do acesso as mídias sociais no Brasil. Além disso, de acordo com a fonte Exame “apenas 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano de 2019 foi utilizado para pesquisa e desenvolvimento em tecnologia”. Essa realidade gera a inaptidão profissional devido a falta de qualificação de mão de obra, pois as multinacionais exigem a inserção de trabalhadores que tenham o conhecimento perante máquinas e programas técnicos.

Nesse ínterim, torna-se necessário a modificação da forma que as mídias sociais são vistas e utilizadas no Brasil. Segundo o sociólogo Florestan Fernandes defensor da democratização da educação, é importante que o processo de aprendizagem seja transformador, isto é, seja capaz de modificar a estrutura social de miséria, desemprego e violência. Desse modo, a efetivação da ideia da internet como um meio de inclusão a todos os indivíduos -e não apenas como lazer- seria excelente para a realização do processo de modificação social, visto que existem inúmeros meios capazes de garantir o aprendizado como as vídeo aulas e a inserção no ensino superior on-line.

Afinal, é imperioso que o Ministério da Educação unido ao Governo Federal faça modificações na quantia destinada ao investimento em tecnologia das universidades federais e estaduais. Para isso, além das reservas financeiras é necessário criar programas de ensino e reflexão respectivamente com o intuito de ensinar a utilizá-la e mostrar como pode ocorrer a modificação social na aprendizagem com essa ferramenta. Somente dessa forma ocorrerá a melhoria do acesso à internet no Brasil e na vida dos indivíduos, pois assim tornarão-se sujeitos ativos na política, economia e educação que a própria os proporcionará.