O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 01/09/2020

Na Idade Média, a educação era bastante elitista, já que apenas os filhos de nobres podiam estudar. Atualmente, o ensino já é mais inclusivo, pois o Estado garante o direito à educação pública à todos os alunos, mas é preocupante o grande número de jovens que não possuem acesso à um ensino ou internet de qualidade e que, portanto, não irão conseguirão se adaptar ao EaD, proposto pelo Ministério da educação, nesse ano, sendo necessárias medidas para combater as desigualdades existentes.

A flexibilidade e a possibilidade de estudar em qualquer lugar, mostram que o ensino à distância também possui as suas vantagens, mas na realidade brasileira em que, segundo a pesquisa realizada pelo TIC Domicílios 2018, 42% dos lares não possuem computador, é inviável propor esse tipo de aprendizagem, pois estaria indo não só contra os lemas da educação, que é garantida à todos pela Constituição de 1988, mas também em oposição à igualdade de direitos, tão exaltada em suas linhas.

Ademais, a dificuldade para ler e escrever, o grande déficit de atenção nas aulas, a ausência de entendimento das disciplinas e a falta de um ambiente adequado para estudar são algumas das demais barreiras enfrentadas pelos alunos de baixa renda, que são os mais prejudicados em todo o processo de formação básica, e provam que o ensino à distância não confere igualdade, mas sim exclusão social.

Destarte, fica evidente que o modelo EaD possui seus benefícios, mas que não são suficientes para englobar e conceber igualdade a todos. Portanto, é necessário que o Governo, em parceria com instituições privadas, crie projetos e consiga recursos para ampliar o acesso à internet para todos os alunos, como forma de promoção da inclusão digital. Além disso, é vital o investimento na educação básica de qualidade, pois uma boa bagagem é de suma importância para se manter nesse sistema autônomo e, de acordo com Kant o homem é aquilo que a educação faz dele.