O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 10/09/2020
Durante a Guerra Fria as atenções estavam voltadas para a ciência e a tecnologia. Foi nesse período em que a Internet foi inventada, e desde então esse mecanismo vem sendo aprimorado constantemente. Contextualizando com a realidade, é preocupante o número de casas brasileiras sem o acesso à internet, visto que, isso decorre de dois fatores importantes: A indisponibilidade em certas regiões, além da falta de recursos financeiros para assinar um plano de internet.
Durante a colonização portuguesa no Brasil, a preferência das regiões litorâneas era clara, deixando boa parte do território nacional esquecida. Diante disso, a região norte é a mais prejudicada, resultando em atrasos em diversos setores. De acordo com O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no norte do Brasil, 13,8% da população não acessam a internet pelo fato da escassez do serviço. Contrastando com a região Sudeste, o percentual é de apenas 1,9%, deixando claro a inoperância do Estado em levar a internet de forma igualitária. Ainda vale ressaltar que o mesmo problema ocorre em zonas rurais, sendo esse um dos principais desafios do agronegócio brasileiro.
Outrossim, ainda deve ser levado em conta os altos preços de serviços de internet no Brasil, visto que, de acordo com o IBGE metade dos brasileiros vivem com apenas R$413 por mês. Isso reflete em um país onde o acesso à internet vira um privilégio. Do mesmo modo, devido a visível desigualdade na democratização da internet, há o estimulo da exclusão digital, uma vez que as inovações tecnológicas se tornaram vitais tanto no mercado de trabalho quanto nas relações interpessoais.
Diante do exposto, fica claro que o acesso a internet no Brasil ainda é um problema preocupante e precisa ser solucionado. Portanto, cabe Ministério da Fazenda criar parcerias com provedores de internet a fim de que reduza o preço do produto em domicilio. Além disso, é necessário que haja um incentivo a expansão de redes nas regiões mais distantes dos grandes centros urbanos. Assim, espera-se a disseminação de informação e lazer que à internet possibilita