O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 13/09/2020

São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Porém, a questão do acesso à internet contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que, no Brasil, existe um grupo que é vítima de uma desigualdade social que não permite o acesso a tal recurso. Dessa forma, em virtude dessa desigualdade e do individualismo, emerge um problema que precisa ser revertido.

Primeiramente, é preciso salientar que a desigualdade social é uma causa latente do problema. De acordo com Aristóteles, “A base da sociedade é a justiça”. Nesse sentido, se há uma desigualdade, não há justiça. Dessa maneira, verifica-se uma forte influência dessa causa sobre a questão, já que o governo não tem cumprido seu papel no sentido de reverter o problema.

Ademais, outra causa para a configuração do problema é o individualismo. A respeito disso, Zygmunt Bauman defende que a Modernidade Líquida é fortemente pautada no egoísmo. De acordo com essa lógica, verifica-se uma falta de empatia dos indivíduos que possuem esse acesso, em relação aos que não possuem, visto que, os que praticam tal ação, não se importam com a condição em que os demais vivem.

Portanto uma intervenção faz-se necessária. Para isso é preciso que o       Governo Federal, em parceria com o Ministério da Justiça, desenvolva um programa social que distribuia um auxílio internet para as famílias que precisam. Tais medidas devem contar com a divulgação porta-a-porta, a fim de que todos tomem conhecimento do novo programa e se cadastrem para receber o auxílio. Assim facilitaria o acesso à internet, e consequentemente, diminuiria a desigualdade.