O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 21/09/2020

A imprensa, inventada por Gutenberg, tinha como objetivo a propagação do acesso à informação de forma rápida, eficiente e democrática. Paradoxalmente, ocorre o inverso do citado no Brasil, a conexão às redes movéis é desigual, logo ocasiona uma elitização do acesso. Assim, o país apresenta um viés individualista por não democratizar o estabelecimento de pontos de conexão à web para as demais regiões, como norte, nordeste, entre outras.

Em primeira instância, há uma falha no planejamento público para equilibrar o fluxo econômico de todas as regiões do Brasil, pois há um acúmulo maior de capital e de industrialização nas áreas sudeste e sul, por consequente, maior acessibilidade à internet. Os Estados das porções norte e nordeste apresentam o menor índice de acesso às aulas online durante a pandemia do novo coronavírus, segundo o noticiário Jornal Nacional. Desse modo, a desigual disponibilização de conexão às redes é promovida pela maior concentração de renda e de investimentos que cada Estado possui, assim, ocasiona uma exclusão social.

Em segunda análise, a sociedade brasileira apresenta uma valorização do ideal individualista em detrimento do ético. Nessa conjuntura, a exclusão social é estabelecida por faltar condições igualitárias para todos, como por exemplo, a falta de estrutura para as redes públicas de ensino manter a continuação do ano letivo por não haver aparatos tecnológicos e apoio para a construção de aulas online, enquanto redes de ensino privadas possuem esta estrutura e apresentam vantagens para os seus alunos.

Portanto, é mister a ampliação de investimentos nas redes públicas de ensino e a criação de projetos para disponilizar o acesso à internet para sanar a desigual concentração de conexão às redes móveis. Assim, através do Ministério da Educação e  das agências reguladoras, a inserção de projetos de financiamento estudantil por incentivos fiscais, onde empresas privadas forneceriam aparatos tecnológicos e a disponilidade de acesso à web para alunos em troca de isenção de impostos. De acordo com o educador Paulo Freire, a educação  é o único caminho para acelerar o crescimento econômico e para desencolver a ética social.