O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 18/09/2020
A globalização proporcionou ao mundo uma maior evolução nos processos tecnológicos, dentre eles a informática, a eletrônica, as telecomunicações e outros meios. Diante disso, a internet é hoje a mais importante ferramenta de comunicação. No entanto, um problema que cerca essa realidade é o difícil acesso à internet no Brasil, no que tange a respeito, principalmente, a parcela mais pobre da população. Todavia, para que haja uma reversão do quadro, faz-se necessário analisar as causas governamentais e educacionais que contribuem para a continuidade da problemática em território nacional.
Em primeiro plano, a ineficiência do Estado em aplicar leis que garantam o acesso à internet restringe a cidadania dos indivíduos. Seja pela dificuldade em administrar recursos em um território de dimensões continentais, seja pela falta de interesse dos órgãos públicos em promover o desenvolvimento em regiões onde existe uma parcela significativa da população sem acesso a rede. Dados oficiais do governo indicam que atualmente um quarto da população não tem acesso a internet o que indica que a democratização de ferramenta é um processo lento e até mesmo o utópico.
Além disso, uma análise dos métodos da educação nacional é necessária. Nesse sentido, observa-se uma insuficiência de conteúdos relativos à aproximação do indivíduo com o acesso a internet desde os primeiros anos escolares, fruto de uma educação tecnicista e com aulas voltadas para memorização teórica, em que pouco estimula o contato com processos tecnológicos, negligenciando, dessa forma, o seu potencial didático. Tal cenário reforça a ideia da teórica Vera Maria Candau, que afirma que o sistema educacional atual está preso nos moldes do século XIX e não oferece propostas significativas para as inquietudes hodiernas.
Logo, é necessário que o poder publico estabeleça parcerias público-privadas com empresas fornecedoras de internet, beneficiando com isenções fiscais aquelas pessoas que provarem, por meio de relatórios semestrais, a expansão de seus serviços a preços populares para regiões fora dos centros urbanos, de forma que, com maior oferta a um maior número de pessoas, os indivíduos possam efetivar o seu uso. Paralelamente, o Ministério da Educação deve levar às escolas públicas e privadas a substituição de parte da carga teórica da Base Nacional Comum Curricular disciplinas que envolvam o acesso a materiais via web condizentes com a prática pedagógica, para que se desperte o interesse do aluno ao mesmo tempo em que se desenvolve sua consciência a respeito de seus direitos constitucionais. Assim, o Brasil extrairá o máximo e o melhor dessa tecnologia para o seu desenvolvimento.