O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 23/09/2020
Conforme apresentado em pesquisa do IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 25% dos brasileiros não possuem acesso a internet hodiernamente. Sabe-se que os índices de acesso a internet no mundo têm se unido aos marcadores de desigualdade. Ademais, por se viver em uma realidade globalizada, o acesso a informação influi diretamente nas expectativas do indivíduo. Deste modo, é necessário analisar o acesso a internet no Brasil.
De acordo com a UNICEF(Fundo das Nações Unidas para a Infância), o acesso a internet, na infância, é um fator influente ao mercado de trabalho. Neste contexto, demonstra-se como a desigualdade neste âmbito é prejudicial, não apenas à esfera atual do sujeito, mas também, como esta pode alterar suas perspectivas e limitar suas possibilidades de desenvolvimento financeiro. Além disso, esta distribuição irregular acaba atingindo economicamente o aís, por gerar a redução da mão de obra qualifica. Desta forma, são visíveis os impactos da dessemelhança na distribuição desta rede informacional.
Outrossim, segundo Milton Santos em sua definição de “Globalização Perversa”, presente em seu livro “Por uma outra globalização”, desigualdades que são encobertas pela idealização de uma “globalização como Fábula”. Neste prisma, se relaciona o acesso a internet entre as disparidades sociais causadas por esta situação, que tem mais distanciado do que aproximado as nações. Além do mais, como tratado por Manuel Castells, “está informado é diferente de está incluído”, em um mundo interligado, mas com distinções sociais notáveis.
Em suma, é imprescindível o debate acerca das disparidades no acesso a internet. Por isso, incumbe-se ao Ministério da Ciência, Tecnologia e inovação, por meio de políticas público-privadas, entre empresas de tecnologia e operadoras telefônicas, a elaboração de pesquisas e campanhas de inclusão digital, apartir de ações em áreas mais carentes. Com essas medidas, pretende-se ampliar o acesso à internet no Brasil.