O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 10/12/2020
A Revolução Técnico-Científico-Informacional sintetizada na Internet define a globalização contemporânea. Ademais, tal como a globalização, a tecnologia apresentada mostrou-se iníqua com reflexos graves, visto que, hoje, quase nada pode ser feito sem “wi-fi”. Dessa forma, a nação verde e amarela deve compreender a importância da ferramenta, notoriamente como exercício da cidadania, e as consequências ao progresso perpetradas pela desigualdade de acesso ao virtual.
A rede facilita o exercício da cidadania. Vale ressaltar que o fato é extremamente acentuado em países desiguais, como o Brasil. Em outras palavras, além do registro de BOs (Boletins de Ocorrência) e Declarações de Imposto de Rena serem exclusivos ao meio digital, a alta taxa de desemprego nacional, que, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), aproxima-se dos treze milhões, é aliviada por transportes via aplicativo. Entretanto, a cidadania do direito ao emprego e ao dever do pagamento de impostos soma-se, ainda, ao acesso à cultura e à educação. Desse modo, um simples celular permite a visualização de filmes e livros, além da aplicação em cursos do tipo EAD (Educação à Distância) - essenciais à crescente qualificação imposta pelo mercado. Indubitavelmente, tais princípios demandam dinheiro e proximidade às instalações estruturais de redes, entraves às desigualdades da República : os abnegados pelo Estado perdem uma grande ferramenta cidadã.
Baseado nisso, a exclusão digital é óbice ao desenvolvimento da pátria. Segundo a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), 30% dos brasilianos não tem acesso à Internet. Em contraste, os 70% restantes demonstram domínio e engajamento no manejo da tecnologia, uma vez que ocupam as primeiras posições em rankings de países com mais usuários em redes sociais. Certamente, o alinhamento da expansão de internautas com um público consumidor não só amplo como bem estabelecido e a nova tecnologia do 5G garantiriam renda e mobilidade urbana ao Brasil. Afinal, a “Internet das coisas” conecta pessoas a objetos e serviços. - uma ampla cobertura faz de um território continental desigual, dinâmico e sem barreiras logísticas. Finalmente, a desídia governamental no que tange ao contato digital priva da nação a possibilidade de progresso técnico e social, pois, enquanto a Alemanha alarga seus polos tecnológicos, o Brasil ainda soa trocar rádios por televisões.
Em suma, a Internet é essencial ao mundo contemporâneo e a lenta ampliação de acesso a ela promovida pela nona economia mundial alija o progresso. Portanto, a Anatel deve reunir as principais companhias de telecomunicações, por meio dos princípios regulador e fiscalizador assegurados à estatal, em um esforço reducionista das desigualdades discutidas, para que, o Brasil possa seguir o rumo das potências globais. Por exemplo, cabe a instalação de cabeamento em áreas remotas.