O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 02/10/2020
A Terceira Revolução Industrial permitiu o desenvolvimento de diversas tecnologias que tangem à informação, dentre elas está a Internet. Nesse sentido, nos dias atuais, ela tornou-se um dos principais meios de acesso à conteúdos e plataformas digitais de estudo, além de facilitar a busca por oportunidades profissionais. Todavia, a Internet não alcança a todos, o que causa diversas consequências ao desenvolvimento social do cidadão.
A priori, sabe-se que a Internet é o meio de comunicação mais utilizado no mundo. Contudo, no Brasil, ela não é totalmente aproveitada como plataforma educacional. Isso acontece porque muitos alunos não possuem conexão. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, esse número chega a 6 milhões de estudantes. Em relação à questão profissional, também existe grande desvantagem para quem está impossibilitado de usar a Internet, pois a mesma facilita a procura por empregos e por empresas.
Por conseguinte, a falta de acesso para algumas pessoas evidencia ainda mais a desigualdade social no Brasil. Conforme o levantamento Tecnologias de Informação e Comunicação Domicílios, cerca de 30% das moradias não são conectadas à Internet, o que dificulta o estudo a distância, levando ao atraso de conteúdo e aumento da evasão escolar. Ademais, de acordo com a mesma pesquisa, metade dos brasileiros não possui Internet em casa e 72% das pessoas das classes D e E não tem acesso, seja dentro ou fora de sua habitação, influenciando negativamente a população que entrará no mercado de trabalho. Dessa forma, a desigualdade referente às tecnologias de informação possibilita o crescimento da marginalização dos cidadãos, situação consoante ao pensamento que toda tecnologia cria seus excluídos, do filósofo Pierre Lévy.
Em suma, para que haja equilíbrio do acesso à Internet, é essencial que o Ministério da Educação trabalhe em conjunto com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, disponibilizando banda larga para as pessoas que não estejam conectadas, através de financiamento à empresas provedoras de serviços de Internet, com o objetivo de que as mesmas se instalem em áreas remotas e rurais, a fim de levar oportunidades tecnológicas para todos.