O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 03/10/2020
A segregação social no campo tecnológico
Segundo o filósofo prussiano Zygmunt Bauman, não são as crises que mudam o mundo, mas sim nossas reações a elas, nesse sentido, convém analisar e relacionar o ideal à situação que o Brasil e o mundo se encontram, no atual cenário de pandemia e crise econômica. Tal importância deve-se ao contraste de realidades vividas pela população e aos diferentes graus de dificuldade encontrados por cada camada social.
Primeiramente, é imperativo pontuar que cerca de 42% dos domicílios brasileiros não possuem pelo menos um computador, tornando-se imprudente dar continuidade ao ensino a distância (EaD). Logo, entende-se que o sistema EaD nos proporcionará uma maior discrepância no quesito intelectualidade entre as classes sociais.
Outrossim, convém destacar a injustificável disparidade em relação a infraestrutura das escolas privadas se comparadas as escolas públicas, além de que essas não possuem plataforma e professores com qualificação necessária para trabalhar com esse sistema de ensino. Portanto, torna-se evidente os maus resultados que o método de ensino a distância nos proporcionaria, podendo, assim, considerar o acesso à tecnologia como indicador de desigualdade social.
Posto isso, é preciso que providências sejam tomadas a fim de proteger a população já desfavorecida, de desigualdades ainda maiores, entretanto, sem comprometer o aprendizado de estudantes de classes mais elevadas. Logo, cabe ao atual presidente Jair Bolsonaro, aliado ao Congresso Nacional, permitir, por meio de leis, que as aulas presenciais voltem a ocorrer, contudo, mantendo as recomendações básicas de segurança, como o uso rotineiro de álcool em gel e o distanciamento social quando possível. Dessa maneira, aplicaremos o ideal do filósofo Bauman e entenderíamos que em momentos adversos, os líderes nacionais devem tomar reações em frente as crises, com o objetivo de proteger os cidadãos.