O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 09/10/2020

No filme cinematográfico “ O doador de memorias”, é analisado sobre o acesso diferenciado de um jovem sobre a humanidade, o qual teve por responsabilidade exercer o papel de comando a memorias da realidade. Nesse sentido, a resenha foca na demonstração da natureza, cores e sentidos a uma gama limitada de pessoas, enquanto outras, porém, são submetidas a estar no escuro de sua visão. Fora da ficção, é fato como a realidade apresentada traz questões importantes da vida social do século XXI, a saber, a democracia social e a exclusão digital.

Em princípio, é considerável trazer o discurso de Jacques Bossuet, em sua “igualdade e equidade”, na qual enfatiza a ideia de igualdade dar as pessoas a mesma oportunidade e equidade é, adaptar as oportunidades deixando as justas. Nessa lógica, o acesso à internet está em convergência ao pensamento do autor, visto que, a equidade social é pouca utilizada na democratização na metade da população, sendo poucos os privilegiados ao seu uso. Desta forma, o acesso à tecnologia passa a ser um ambiente de escolha apenas a quem tem condições para estudar e utilizar com outros fins. Faz-se imprescindível, por isso, a dissolução dessa conjuntura.

Outrossim, é válido ressaltar que, conforme São Tomás de Aquino, em sua parábola do “Duplo efeito”, a qual explica que uma ação, após efetuada, pode gerar consequências positivas ou negativas. De maneira análoga, a exclusão no meio digital, vai de encontro a perspectiva do pensador, dado que a falta de internet a todos aumenta a desigualdade social, por consequência da pouca distribuição desse recurso tecnológico em periferias e regiões menos urbanizadas. Com base nisso, a falta de inclusão é prejudicial a ordem social e, por conseguinte, torna-se contestável quando executada sem consentimento.

Portanto, fica evidente que tome medidas especulantes para uma construção eficaz do acesso a internet em questão no Brasil. Para tanto, cabe ao Estado, juntamente com o Ministério da Educação (MEC), que tem o poder de fiscalizar e regulamentar suas instituições a reorganizar nossos recursos, por meio da viabilidade da tecnologia e acesso a famílias de baixa renda, como também oferecer as instituições escolares novos computadores a essas comunidades para o uso coletivo dos necessitados, a fim de dar uma nova inclusão digital e social aos desfavorecidos. Para que, assim, como no filme “O doador de memorias”, que lutou pela democracia de todos verem a realidade, assim seja, uma sociedade mais favorecida e igualitária a informações e a tecnologia.