O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 12/10/2020
A internet, sem dúvidas, é uma das maiores invenções criadas pelo homem, foi criada durante a Segunda Guerra Mundial(1939-1945), com o objetivo de interligar as bases militares, desde então, a internet se tornou um bem imprescindível para o indivíduo. Porém, no Brasil, o acesso à redes online não é distribuída de forma igualitária. Assim sendo, pode-se afirmar que a omissão governamental e o pensamento capitalista corroboram para essa problemática.
Sob esse viés, é lícito postular a negligência governamental como agravante desse problema. Segundo Thomas Hobbes, filósofo inglês, é dever do Estado proporcionar o bem-estar social. Porém, ao observar o número de políticas públicas para a disponibilidade do acesso a esse bem ao brasileiro, percebe-se que o Estado é falho nesse quesito. De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, um em cada quatro brasileiros não desfrutam do uso das redes. Com isso, esse direito não é igualitário a todos.
Outrossim, é imperativo afirmar que o pensamento capitalista atua como impulsionador da problemática supracitada. Sendo assim, as empresas vão em busca do lucro, colocando preços altos e abusivos, que são incompatíveis com o salário das famílias mais carentes. Desse modo, o acesso à internet se torna mais um indicador de desigualdade social no Brasil.
Verifica-se, então, a necessidade de medidas para atenuar essa problemática. Destarte, o Governo (maior estância e agente responsável por proporcionar os direitos do povo) deverá investir mais ainda em campanhas e propostas para a maior acessibilidade à internet, por meio de investimentos para diminuir o preço do produto e programas de acesso à internet de graça para famílias de renda mais baixa. A fim de garantir esse direito à todos os brasileiros. Em síntese, os ideais de Hobbes serão atenuados e os brasileiros poderão desfrutar de seus direitos.