O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 01/12/2020
A Rede Particular
“A Rede Social” relata história do gênio da computação Mark Zuckerberg que em 2003, em seu quarto na universidade de Harvard criou a rede social de maior sucesso da história, o Facebook. Todavia, fora da ficção o alcance do Facebook e de outros serviços de internet são inibidos para grande parte da população brasileira devido à pouca qualidade dos serviços prestados pelos provedores e disparidades socioeconômicas.
Nesse contexto, é valido destacar a princípio que os recursos de internet em território nacional são limitados e não abrangem todas regiões do país de forma igualitária, agravando a desigualdade do acesso a mesma. Segundo pesquisa realizada pelo IBGE, 4,5% da população não possui acesso à internet devido à escassez de serviços de web região onde habitam. A diferença é ainda maior na região Norte, onde 13,8% dos habitantes não têm acesso em sua residência ou nos lugares que frequentam. Assim, sem uma distribuição homogênea de recursos tecnológicos, a internet transforma-se em uma regalia que fornece oportunidade para alguns jovens, mas não para todos.
Da mesma forma, faz-se necessário pontuar em seguida, que quando não existe igualdade um desiquilíbrio é percebido, especialmente de maneira socioeconômica. Logo, muitas operadoras de serviços de web ajudam a agravar esse desequilibro, uma vez que os preços por suas ferramentas são infinitamente superiores a realidade financeira das famílias brasileiras. De acordo com o relatório da União Internacional de Telecomunicações (UIT), que analisa os preços de banda larga no mundo, o Brasil é pais que mais cobra impostos sobre tal serviço, cerca de 40%. Diante dessa premissa, consonantemente ao economista Britânico, Adam Smith, “onde há propriedade, há grande desigualdade. Para um muito rico, existe no mínimo quinhentos pobres e a riqueza de poucos, presume a indigência de muitos”. Por conseguinte, com a condição favorável somente a alguns indivíduos a carência de outra parcela é ignorada.
Portanto, medidas precisam ser fomentadas para romper esse ciclo vicioso de disparidades. Cabe ao Ministério da Ciência e Tecnologia aliado ao Poder Legislativo reduzir os impostos sobre a internet e promulgar uma lei que limite os preços do serviço de banda larga em todo território nacional, de acordo com o salário mínimo assegurado por lei, ademais, é preciso investir por meio de verbas públicas em tecnologias nas regiões carentes de acesso através de parcerias com empresas do setor privado. Dessa maneira será possível fornecer melhores possibilidades a novos gênios da computação e outros jovens.