O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 21/10/2020
A pandemia do novo Coronavírus atrapalhou diversos setores da vida coletiva e forçou a população a criar uma sociedade completamente diferente comparada aos últimos anos. A educação, sendo um dos setores mais dificultados com a pandemia, enfrenta novos desafios a cada dia por não ter a permissão para a volta às aulas no país. Com isso, o único método encontrado pelo Governo e órgãos de educação foi utilizar o ensino à distância para garantir que os alunos não fiquem prejudicados por estarem sem aulas durante sete consecutivos meses. No entanto, o ensino remoto enfrenta dificuldades para ser efetivo no país principalmente pela desigualdade social e pela dificuldade na persistência dos alunos, principalmente mais novos, durante as aulas onlines.
Em primeira análise, o Brasil está na lista dos países que apresentam altos índices de desigualdade social e além de apresentar a diferença de renda entre famílias brasileiras, é notável que aproximadamente metade da população não possui computadores em casa, o que representa um obstáculo para o ensino efetivo durante a pandemia. Por conseguinte, é impossível manter uma educação de qualidade, com garantia de aprendizado se parte da população estudantil não possui acesso aos meios necessários para a visualização das aulas.
Em segunda análise, levando em consideração estudos psicológicos realizados por universidades, a interação social de crianças durante o período escolar é extremamente importante para a formação de um indivíduo sociável, ativo e motivado para as atividades escolares. Porém, durante o isolamento social, a criança que é permitida a ver somente seus respectivos pais ou responsáveis passa por um momento de desmotivação e o foco durante as aulas onlines é completamente comprometido. Além disso, os adultos responsáveis pela criança também apresentam suas respectivas obrigações com trabalho e estudo, o que os impede de ajudar a criança com suas atividades e deveres, além de deixar o aluno sem assistências no momento de aula, o que pode causar uma falta de atenção prejudicial.
Dessa maneira, é imprescindível que o Governo Federal, em conjunto com o Ministério da Educação promova ações e investimentos que permitam alunos sem acesso á internet e meio digitais para a participação nas aulas remotas. Por meio de investimentos em computadores e telefones celulares, os órgãos devem disponibilizar os aparelhos para famílias, de forma provisória e monitorada, visando que os alunos tenham acesso ás aulas durante esse momento e devolvam os aparelhos após o retorno das escolas. Ademais, os pais devem receber aconselhamento dos psicólogos e coordenadores das escolas, retendo informações e meios de como lidar com as crianças durante as aulas onlines, visando um aprendizado mais efetivo e pais conscientizados sobre os limites e necessidades da criança.