O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 25/10/2020

A partir da Terceira Revolução Industrial, século XX, o mundo se viu conectado por uma tecnologia muito mais rápida que cartas ou mensagens no telégrafo: a internet. Conforme este recurso foi se popularizando pelo mundo, alguns países não tiveram uma distribuição justa da tecnologia em todo seu território. Nesse contexto, infelizmente, em pleno século XXI, muitas pessoas ainda não têm acesso a esta facilidade. Dessa forma, a desigualdade social presente na vida dos brasileiros e o processo tardio de globalização na terra tupiniquim contribuem para o crescimento da disparidade entre aqueles que usufruem das redes e aqueles que não.

Em primeiro lugar, é indubitável que o desequilíbrio econômico está entre as causas do problema. Sob essa ótica, conforme Aristóteles, a poética deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Portanto, é possível perceber que no Brasil, a má distribuição de renda rompe essa harmonia. Tal problemática persiste haja vista que, embora existam políticas públicas voltadas a integrar a internet na vida das classes menos abastadas, esta não se mostram efetivas, pois os equipamentos como computadores e notebooks custam caro. Logo, o acesso a este recurso se torna cada vez mais limitado no país.

Outrossim, destaca-se o encadeamento atrasado da terra verde e amarela no processo de integração global. Sob esse prisma, de acordo com o geógrafo Milton Santos, o movimento de globalização é excludente e beneficia somente os países que já possuíam certa influência no mundo previamente e partes mais ricas

Em suma, cabe ao Poder Público realizar votações no Congresso Nacional para a criação de leis que garantam a funcionalidade das políticas públicas voltadas a integrar jovens e adultos no meio digital, com a abertura de casas com rede Wi-Fi gratuitas e com boa infraestrutura, a fim de promover a obtenção da informação para estes cidadãos. A partir disso, faz-se também necessária a criação de acordos com países influentes como Estados Unidos e Inglaterra com o objetivo de buscar a inserção do Brasil no meio internacional, por meio de sua entrada em blocos econômicos e concessão de benefícios a estas nações, para que o território tupiniquim possa ter acesso a tecnologias e dados de forma mais rápida e qualitativa e os utilizar para melhorar a qualidade de vida de sua população.