O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 28/10/2020

A produção da Netflix “O dilema das redes sociais” mostra os impactos causados pela globalização das mídias sociais. Dessa forma, percebe-se, por meio do documentário, que vários usuários ao redor do mundo conseguem se mobilizar e dispersar informações, sejam elas verdadeiras ou não. Entretanto, no que tange ao cenário brasileiro, grande parte da população não tem acesso ao advento da Internet, e em razão disso encontram muitos empecilhos no que concerne à comunicação e ao conhecimento. Nesse sentido, em decorrência do atraso histórico vivido pelo Brasil e da desigualdade social, o acesso ao cyberespaço é elitizado.

Sob esse viés, é fundamental discutir a problemática do retardo de desenvolvimento sofrido pelo país, resultado de uma independência tardia. Deveras, na década de 1820, países desenvolvidos como a Inglaterra, França e Estados Unidos passavam por um intenso momento de industrialização e inovações, enquanto o Brasil estava em um processo de independência e adaptações em seu funcionamento interno, e por isso, só se industrializou efetivamente 100 anos depois. Por conseguinte, todos os âmbitos de progresso do país foram afetados, e seus impactos podem ser vistos até os dias atuais, incluindo a distribuição desigual de wi-fi pelas regiões e classes.

Outro aspecto relevante a ser debatido é a diferença entre a distribuição de renda entre o corpo social e os impactos que ela tem no oferecimento de internet à todos. Em verdade, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano de 2018, uma em quatro pessoas no Brasil não tinham acesso à interweb. Acerca dessa lógica, fica claro que uma grande parte da população é muito prejudicada por isso, tendo dificuldades de marcar consultas, buscar informações, em se comunicar com conhecidos, estudar e trabalhar. Logo, isso acontece, pois na atualidade a vida é regida e depende da Internet.

Nessa conjuntura, para que ocorra uma mudança no cenário brasileiro acerca do assunto tratado medidas devem ser tomadas pelo Governo Federal. Diante disso, faz-se necessário que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, em parceria ao Ministério da Fazenda conceda subsídios à empresas responsáveis pela distribuição de sinal de Wi-fi. À vista disso, por meio desses incentivos fiscais a área de cobertura dessas empresas será maior, e a parcela da sociedade que não tem acesso à rede passará a ter. Ademais, ambos os gabinetes citados deverão criar em regiões menos privilegiadas, espaços, como Lan Houses, que ofereçam acesso gratuito à Internet e computadores à população.

Em suma, para reverter essa situação, medidas devem ser tomadas pelo Governo Federal.