O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 29/10/2020
A declaração universal dos direitos humanos, de 1948, defende que todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. No entanto, no cenário brasileiro atual, observa-se justamente o contrário, quanto à questão do acesso à internet no Brasil. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da injustiça e da falta de empatia do governo perante àqueles que não o possuem.
Em primeiro plano, é preciso atentar para a injustiça presente na questão. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atualmente, apenas 70% da população brasileira tem acesso à internet. Nessa perspectiva, a máxima de Montesquieu, filósofo e escritor francês, de que “a injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos” cabe perfeitamente. Desse modo, tem-se como consequência a generalização da injustiça e a prevalência da desigualdade social na sociedade contemporânea no que tange o acesso à internet no Brasil.
Além disso, este tema encontra terra fértil na falta de empatia. Na obra “Modernidade líquida” Zygmunt Bauman defende que a Pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Em virtude disso, há, como consequência a falta de empatia vinda da sociedade e do governo, pois, para se colocar no lugar do outro, é preciso deixar de olhar apenas para si. Essa liquidez que influi sobre o acesso à internet no Brasil, funciona como um forte empecilho para sua resolução.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra, o Ministério da Educação (MEC) juntamente com o Ministério da Cultura (MinC), devem desenvolver palestras em escolas para alunos do ensino médio, por meio de entrevistas com vítimas do problema, bem como especialistas no assunto, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre e atingir um público maior, pois, é essencial que o acesso à internet chegue a todas as partes. Por fim, é preciso que a comunidade brasileira olhe de forma mais otimista para a diferença, pois como constatou Albert Einstein: “O espírito humano precisa prevalecer sobre a tecnologia”.