O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 29/10/2020
“Somos todos iguais, mas alguns são mais que outros” . Essa é uma afirmação do escritor George Cromwell, o qual por meio de suas obras, denunciava as discrepâncias sociais presentes no globo. Nessa perspectiva, o acesso à internet tem se tornado um grande indicador de desigualdade no Brasil, situação preocupante e que ameaça os direitos civis da população, tornando uns, mais iguais que outros. Dessa maneira, é possível apontar que esse problema têm raízes na má distribuição de renda e efeitos na formação educacional e no mercado de trabalho.
Em primeira análise, é viável afirmar a responsabilidade da má distribuição de renda na dificuldade de se obter internet. Prova disso é a pesquisa do IBGE de 2018 que aponta uma concentração de 40% da renda brasileira em 10% da população. Como resultado, as parcelas mais pobres da população não apresentam condições de terem um computador e/ou celular e ainda pagarem a mensalidade de uma linha de conexão, serviço muito caro no país.
Por conseguinte, a formação educacional e o mercado de trabalho são extremamente abalados por essa realidade, visto que, a cada dia que passa, os ambientes sociais se transformam e se tornam mais digitais. Entretanto, como tal avanço não atinge os brasileiros de forma uniforme, aqueles que não têm acesso são marginalizados. Tendo isso em vista, os direitos de mais da metade da população são anulados, caracterizando um Estado que lesa à própria constituição.
Sendo assim, são necessárias medidas que solucionem a adversidade. Logo, o governo federal juntamente ao Ministério da Educação, devem fornecer acesso à internet para toda a população, por meio da construção de espaços digitais, os quais contarão com áreas confortáveis para estudo, realização de cursos relacionados à tecnologia, bem como para atividades direcionadas ao entretenimento. Dessa maneira, os indivíduos que antes eram excluídos do mundo virtual, têm agora a garantia deste.