O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 29/10/2020

Criada por militares no auge da Guerra Fria, a internet, nos tempos atuais, é a maior fonte de propagação de informações do mundo, que com apenas um clique é possível encontrar qualquer coisa do interesse do usuário. No entanto, no Brasil ela não é disponível para toda a população, seja pelas limitações territoriais existentes, como também pelo elevado custo dos serviços de banda larga. Sendo assim, é de grande importância analisar o porquê da persistência da falta de democratização do acesso a internet no país.

De acordo a pesquisa realizada pelo Centro Regional e Estudos para Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic), em 2019, 74% da população tinha acesso à internet, o que correspondia a 134 milhões de pessoas, sendo apenas metade da população rural entre essa porcentagem. Acerca dessa lógica, é possível perceber que o nível de densidade demográfica é um dos principais fatores para a desigualdade do acesso a internet, pois, o investimento de empresas de telecomunicações na ampliação de suas áreas de distribuição não é realizado em regiões pouco populosas do país.

Ademais, o valor cobrado pelos serviços de comunicação de acesso à internet é outro grande fator contribuinte, pois não é condizente com a realidade do poder aquisitivo de grande parte da população. Em exemplo disso, a pandemia que dominou e parou o mundo este ano fez com que o acesso a internet se tornasse uma necessidade para os alunos conseguirem acompanhar o ensino a distância de suas escolas e faculdades, a realidade vista foi que quase 5 milhões de crianças e adolescentes, de acordo com o levantamento também feito pelo Cetic, não tinham internet em casa para acompanhar o ensino a distância, sendo a maioria delas de escolas públicas e baixa renda que não conseguem pagar um plano de internet por ser além do que sua renda permite.

Diante do que foi dito, é imprescindível a tomada de ações da parte do governo  para diminuir tal desigualdade de acesso à internet no Brasil. Portanto, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações promover programas de incentivos fiscais para que expandam suas áreas de cobertura às regiões de baixa densidade demográficas do país e a discussão de um possível recurso público que ofereça descontos e isenções em planos de internet a famílias de baixa renda ou já incluídas em programas do governo, como o Bolsa Família .