O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 30/10/2020

A revolução digital teve início no final do século XX, e tornou-se efetivamente uma revolução no início do século XXI, nosso século atual, onde a internet se tornou ferramenta indispensável no dia-a-dia para a população brasileira, ela facilita a vida das pessoas, possibilitando a comunicação de pessoas em tempo real com milhares de quilômetros de distância, a informação, também é muito utilizada no trabalho, em transações bancárias, compras através de sites, na educação também tem se tornado um aliado, com acesso a métodos de ensino avançados, em escolas, cursos profissionalizantes, faculdades a distância.

Em primeira instância, é conveniente dissertar sobre a dificuldade de tornar abrangente a rede de acesso à internet no Brasil. O extenso território nacional é carente de uma distribuição homogênea a esse recurso, consequência das limitações naturais da flora, assim como, da baixa densidade demográfica do país em sua maior parte. Aliados, ambos os fatores inviabilizam o investimento de empresas de telecomunicações na ampliação de suas áreas de distribuição, o que resulta em uma considerável parcela da população à mercê dos inumeráveis benefícios possibilitados por essa tecnologia da informação.

Ademais, é de extrema relevância considerar que o valor cobrado pelos serviços de comunicação de acesso à internet não é condizente com a realidade do poder aquisitivo de grande parte da população. Desse modo, por não se tratar de uma necessidade indispensável a vida, como alimentação e higienização, o investimento em serviços de banda larga é colocado em segundo plano, o que configura um vasto cenário de exclusão digital. Nesse contexto, há um decorrente desconhecimento das novas oportunidades condicionadas pelo uso da internet, tanto no que tange o campo da educação e qualificação profissional quanto no que diz respeito as facilitações da comunicação pessoal com o corpo social.

Diante dessa perspectiva é, portanto, imprescindível a tomada de ações para amenizar tal disparidade de acesso à internet. Sendo assim, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações promover programas de incentivos fiscais - reduzindo a taxa de impostos à empresas de telecomunicações - para que expandam suas áreas de cobertura às regiões interioranas do país e, para que ofereçam descontos e isenções em planos de internet a famílias cadastradas em programas governamentais como o Bolsa Família. Com tais medidas, é de se esperar que o papel globalizador da rede mundial de computadores seja reproduzido no Brasil.