O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 31/10/2020

A globalização proporcionou ao mundo uma maior evolução nos processos tecnológicos, dentre eles a informática, a eletrônica, as telecomunicações e outros meios. Diante disso, a internet é hoje a mais importante ferramenta de comunicação. No entanto, um problema que cerca essa realidade é o seu difícil acesso no Brasil. Diante disso, deve-se analisar como a o governo e base educacional provocam tal problemática no país.

Em primeiro plano, a ineficiência do Estado em aplicar leis que garantam a solução da falta de acesso à internet restringe a cidadania dos indivíduos, seja pela dificuldade em administrar recursos em um território de dimensões continentais, seja pela falta de interesse dos órgãos públicos em promover o desenvolvimento de uma infraestrutura adequada a regiões de difícil acesso à rede. Assim, percebe-se uma negligência do governo na promoção nacional do ingresso à rede, pois, de acordo com os dados divulgados pelo Governo Federal, um quarto da população não possui acesso à internet, o que indica que não existe uma democratização dessa ferramenta e aponta que a solução do problema é um processo lento e distante da realidade.

Ademais, uma análise dos métodos da educação nacional é necessária. Nesse sentido, observa-se uma insuficiência de conteúdos relativos à aproximação do indivíduo com acesso à internet desde os primeiros anos escolares, fruto de uma educação tecnicista e pouco voltada para a formação cidadã do aluno. Dessa forma, com aulas voltadas para memorização teórica, o sistema educacional vigente pouco estimula o contato do estudante com os processos tecnológicos, negligenciando, também, o seu potencial didático. Tal cenário reforça a ideia da psicóloga Viviane Senna, que afirma o modelo de escola atual parou no século XIX e não oferece propostas significativas para as exigências contemporâneas. Assim, com a carência de um ensino que desperte o interesse dos alunos pela internet, a escola contribui para um afastamento desses indivíduos a introdução nesse meio tecnológico.

Portanto, é necessário que o Poder público estabeleça parcerias público privadas com empresas fornecedoras de internet, beneficiando com isenção fiscais as empresas que promoverem, por meio de relatórios semestrais, a expansão de seus serviços a preços populares para regiões não beneficiadas, de forma que, os indivíduos possam efetivar o uso da internet. Ademais, o Ministério da educação deve levar às escolas públicas e privadas disciplinas que envolvam o acesso ao conteúdo via web, que desperte o interesse dos alunos desde cedo. Só assim, o Brasil extrairá o máximo e o melhor dessa tecnologia para o seu desenvolvimento.