O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 01/11/2020
A globalização proporcionou ao mundo uma maior evolução nos processos tecnológicos, dentre eles a informática, a eletrônica, as telecomunicações e outros meios. Diante disso, a internet é hoje a mais importante ferramenta de comunicação. No entanto, um problema que cerca essa realidade é o seu difícil acesso no Brasil. Diante disso, deve-se analisar como a ineficiência governamental e a frágil base educacional provocam tal problemática no país.
Em primeiro plano, a ineficiência do governo em aplicar leis que garantam a solução da falta de acesso à internet restringe a cidadania dos indivíduos, seja pela dificuldade em administrar recursos em um território de dimensões continentais, seja pela falta de interesse dos órgãos públicos em promover o desenvolvimento de uma infraestrutura adequada a regiões de difícil acesso à rede. Assim, percebe-se uma negligência do governo na promoção nacional do ingresso à rede, pois, de acordo com os dados divulgados pelo Governo Federal, um quarto da população não possui acesso à internet, o que indica que não existe uma democratização dessa ferramenta e aponta que a solução do problema é um processo lento e distante da realidade.
Ademais, uma análise dos métodos da educação nacional é necessária. De acordo com a teórica Vera Maria Candau, o modelo de escola atual parou no século XIX e não oferece propostas significativas para as exigências contemporâneas. Nesse sentido, observa-se uma insuficiência de conteúdos relativos à aproximação do indivíduo com acesso à internet desde os primeiros anos escolares, fruto de uma educação tecnicista e pouco voltada para a formação cidadã do aluno. Dessa forma, com aulas voltadas para memorização teórica, o sistema educacional vigente pouco estimula o contato do estudante com os processos tecnológicos, negligenciando, também, o seu potencial didático. Assim, com a carência de um ensino que desperte o interesse dos alunos pela internet, a escola contribui para um afastamento desses indivíduos a introdução nesse meio tecnológico.
Portanto, é necessário que o Poder Público estabeleça parcerias público privadas com empresas fornecedoras de internet, beneficiando com isenção fiscais as empresas que promoverem, por meio de relatórios semestrais, a expansão de seus serviços a preços populares para regiões não beneficiadas, de forma que os indivíduos possam efetivar o uso da internet. Ademais, o Ministério da Educação deve levar às escolas públicas e privadas disciplinas que envolvam o acesso ao conteúdo via web, que desperte o interesse dos alunos desde cedo. Só assim, o Brasil extrairá o máximo e o melhor dessa tecnologia para o seu desenvolvimento.